2012-11-02

Subject: Cobertura de neve do árctico revela declínio abrupto

 

Cobertura de neve do árctico revela declínio abrupto 

 

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@ NatureA neve árctica está a desaparecer depressa. 

A cobertura de neve de Junho no hemisfério norte caiu cerca de 18% por década durante os últimos 30 anos, revela um estudo publicado na última edição da revista Geophysical Research Letters.

A quebra na quantidade de neve vai reduzir a quantidade de luz do sol reflectida para fora do planeta, um processo que tem um efeito de arrefecimento, expondo solo, arbustos e árvores mais escuros e menos reflectores, que absorvem mais radiação solar e reemitem o calor para a atmosfera. A alteração também deverá aquecer a permafrost, alterando o momento das escorrências primaveris para os rios e conduzindo a um crescimento vegetal antecipado na Primavera.

“Foi um número maior do que inicialmente pensámos que veríamos mas quando olhamos para as alterações no gelo marinho árctico, temos que esperar um número igualmente grande", diz Chris Derksen, investigador da criosfera na Environment Canadá em Toronto e co-autor do artigo. 

O passo acelerado de derretimento da neve entre 1979 e 2011 excede a taxa de declínio do gelo marinho árctico, que se ficou por pouco menos de 11% por década ao longo do mesmo período. Setembro de 2012 assistiu à menor extensão de gelo marinho desde que há registo de satélite e quando os dados deste ano foram incluídos nos cálculos revelaram um declínio do gelo marinho por década de 13% e 21,5% de perda de cobertura de neve por década.

As ligações entre o degelo em terra e a perda de gelo marinho no árctico não são bem compreendidas “mas se removermos a cobertura de neve antecipadamente estaremos a criar o potencial de envio de ar mais quente sobre o oceano, logo não pode ser bom para o gelo marinho se perdemos a neve cedo", diz Derksen.

Desde 1980, a cobertura de neve no árctico no final da Primavera caiu dois terços, de aproximadamente 9 milhões de quilómetros quadrados para cerca de 3 milhões de quilómetros quadrados.

A perda antecipada de cobertura de neve provavelmente acelerará a degradação da permafrost e pode conduzir à libertação de gases de efeito de estufa aprisionados no solo. O que irá na realidade acontecer vai depender de o Verão ser quente e seco ou fresco e húmido, diz Peter Kershaw, que estuda a permafrost na Universidade de Alberta em Edmonton, Canadá. Se as camadas turfosas da superfície secarem, ela irão isolar a permafrost e protegem-na do degelo.

 

Os cientistas esperam que a tendência de declínio da cobertura de neve primaveril continue mas não sabem se o declínio continuará de forma tão acentuada. “Seria perigoso extrapolar unindo pontos com linhas rectas e continuar na mesma direcção quando não compreendemos completamente os mecanismos que estão a causar as taxas de alteração", diz Martin Sharp, glaciologista na Universidade de Alberta.

Derksen diz que os cientistas precisam de compreender por que razão as alterações observadas não estão de acordo com as projecções geralmente usadas nos modelos. Ele descobriu que as projecções para a cobertura de neve geradas pelos modelos climáticos usados no Relatório da Quinta Avaliação do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas subestimam a extensão do degelo da neve na Primavera no hemisfério norte. “Mesmo que nos tornemos mais dispostos a ser mais agressivos nos cenários que usamos para criar estes modelos, ainda não parece ser suficiente para descrever o que estamos a observar", diz Sharp. “Acabamos sempre por ser conservadores."

 

 

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