2004-05-15

Subject: Ecopassagens evitam atropelamentos 

News of the Wild

 

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Ecopassagens evitam atropelamentos 

 

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De acordo com a Federal Highway Administration, milhões de animais são mortos todos os anos nas estradas americanas. A morte por atropelamento reduziu o efectivo do criticamente ameaçado ocelote a meros 80 animais no território americano e a principal causa de morte dos alces do Kenai Fjords National Park, no Alaska. Juntamente com os animais, mais de 200 pessoas morrem por ano, em resultado de colisões entre automóveis e fauna selvagem. 

Por esse motivo, os cientistas e os responsáveis pela construção das estradas estão a trabalhar para ajudar a fauna selvagem e os motoristas a chegar aos seus destinos. Desde túneis para salamandras no Massachusetts a corredores para pumas na Califórnia, as ecopassagens que correm sob ou sobre estradas estão a permitir aos animais atravessar em segurança. 

Estas ecopassagens podem se extremamente úteis para evitar conflitos com o Homem, explica Jodi Hilty da Wildlife Conservation Society. Os animais migrantes também tiram partido destas passagens quando as suas rotas são obstruídas por auto-estradas movimentadas, explica a investigadora, que tem estudado as ecopassagens na Califórnia. 

Para animais de grande porte e com territórios extensos, como os pumas, estes corredores de fauna selvagem são essenciais para a manutenção do território e para o fluxo genético entre populações. Se uma população de pumas, mesmo a maior, for isolada, em apenas algumas décadas desaparecerá, refere Paul Beier, ecologista da Universidade do Northern Arizona. 

Como resultado dos estudos de Beier, que comprovou que os pumas utilizavam as passagens subterrâneas sob a auto-estrada de 8 faixas na zona de Riverside, o corredor foi deixado num estado mais natural e outros animais, como linces e coiotes têm sido observados a usá-la. 

Agora, Beier e o South Coast Wildlands Project propuseram a criação de corredores de ligação entre os habitats selvagens restantes na superpovoada Califórnia. Passagens semelhantes foram criadas na Florida para a ameaçada pantera e para aligatores. Vedações de arame impedem, por sua vez, que os animais atravessem a estrada à superfície. 

Um dos mais extensos e bem sucedidos programas de ecopassagens é o do Banff National Park, no Canadá. A auto-estrada Trans-Canadá, por onde passam mais de 25000 veículos por dia durante o Verão, atravessa o parque. 

 

No início dos anos 80 do século passado ocorriam cerca de 100 colisões com alces por ano, refere Tony Clevenger, biólogo da vida selvagem no Western Transportation Institute da Universidade de Montana. A partir dessa data, foi iniciada a instalação de vedações com 2,5 m de altura de ambos os lados da auto-estrada e foram construídas 22 passagens subterrâneas e 2 passagens aéreas com 50 m de largura para a fauna selvagem. De acordo com os serviços do parque, estas alterações resultaram numa descida de 96% na mortalidade de ungulados do parque. 

Desde 1996 que Clevenger tem vindo a estudar a fauna selvagem que usa as passagens. Os ursos pardos, alces, caribus, veados e lobos tendem a usar as passagens aéreas, ao contrário de animais que vivem na floresta, como os ursos negros e os pumas, que preferem as subterrâneas, explica Clevenger. 

Agora, o trabalho de Clevenger está a ser usado para o desenvolvimento de novos projectos de ecopassagens ao longo de 30 Km de auto-estrada e que deverão estar instaladas daqui a 3 anos. 

A população de ursos pardos, por exemplo, está tão reduzida que a morte de algumas fêmeas atropeladas pode ter sérios impactos no efectivo futuro da espécie. Assim, estas passagens podem fazer uma grande diferença para a fauna local, diz Clevenger, embora os animais necessitem de tempo para se adaptar a usar estas estruturas feitas pelo Homem. 

No primeiro ano, em Banff, apenas um urso negro e um puma usaram as passagens, e apenas uma vez cada um, diz Clevenger. Mas agora, desde alces a texugos atravessam acima e abaixo da estrada com grande à vontade, num total de mais de 50000 utilizações em perto de 8 anos de investigação. 

 

 

Saber mais:

Wildlife Conservation Society

Banff National Park of Canada

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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