2012-10-16

Subject: A importância do bom pequeno-almoço para os cães

 

A importância do bom pequeno-almoço para os cães

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

Newsletter não segue Acordo Ortográfico

@ BBC

Ter uma refeição matinal aumenta a capacidade de busca dos cães, sugere um estudo agora conhecido.

Investigadores da Universidade do Kentucky testaram o desempenho em buscas de cães treinados quando tinham consumido um pequeno-almoço ou quando em jejum. O estudo descobriu que os animais realizavam as buscas mais rigorosamente 30 minutos após uma refeição do que aqueles que buscavam com fome.

As descobertas resultantes da pesquisa de Holly Miller e Charlotte Bender foram publicadas na última edição da revista Behavioural Processes.

Estudos anteriores que demonstravam que as crianças desempenham melhor exercícios cognitivos quando tomaram o pequeno-almoço levaram Miller a "cogitar se o pequeno-almoço também seria capaz de melhorar o desempenho em cães".

Assim, Miller e Bender testaram cães domésticos Canis familiaris treinados relativamente ao rigor em encontrar alimentos escondidos após comerem uma refeição matinal ou estando em jejum.

Para garantir que todos os cães tinham níveis baixos de energia antes do teste de busca ter início, os cães eram obrigados a mostrar autocontrolo durante 10 minutos com exercícios 'senta e fica'. Um estudo anterior de Miller tinha demonstrado que o exercício de autocontrolo baixa os níveis de energia dos cães, bem como a sua capacidade para desempenhar certas tarefas.

A equipa mostrava uma guloseima aos cães, que era posteriormente escondida num de seis recipientes. Os cães que tinham comido o pequeno-almoço 30 minutos antes deslocavam-se para a guloseima com mais rigor do que os que não comiam há 12 horas. "A descoberta chave é bastante simples: o pequeno-almoço ajuda o desempenho dos cães", diz Miller.

 

Mas será este facto igualmente verdadeiro para os seus parentes selvagens, como lobos, coiotes e chacais? "É aí que as coisas ficam um pouco complicadas", reconhece ela.

Quando "os cães têm uma dieta rica em carboidratos (como a ração comercial), os seus cérebros tornam-se mais dependentes da glicose e são mais afectados por flutuações no nível da dita glicose", explica Miller.

Mas com uma dieta de carne de caça, onde os níveis de carboidratos são baixos mas o teor de gordura é elevado, o cérebro passa para a sua fonte de energia secundária de corpos cetónicos em vez da glicose preferencial.

"Se os animais estão a consumir uma dieta natural, que não seja revirar caixotes de lixo, provavelmente estão num estado de cetose em que a energia para os processos neurais não flutua grandemente", continua Miller. Isso significa que uma única pequena refeição pode não ter o enorme efeito a nível da capacidade de resolução de problemas e pode tornar os "lobos e coiotes menos impulsivos e mais cautelosos".

Miller refere ainda que "quando esfomeados, tornam-se menos capazes de controlar o seu comportamento e isso pode ser a razão porque, quando com fome, são muito mais perigosos e imprevisíveis". 

 

 

Saber mais:

Cães reconhecem o rosto dos donos

Lobos são mais lógicos que os cães

Cães domesticados pela primeira vez na China para alimento?

Origem do cão doméstico desafiada

Humanos conseguem avaliar um cão pelo seu rosnar

 

 

Facebook simbiotica.orgTwitter simbiotica.orgGoogle + simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.org Pinterest simbiotica.org

 

Arquivo  |  Partilhar Comentar |   Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  Subscrever | @ simbiotica.org, 2012


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com