2012-10-13

Subject: DNA tem meia-vida de 521 anos

 

DNA tem meia-vida de 521 anos

 

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@ NaturePoucos atribuíram crédito às alegações de que amostras de DNA de dinossauro tinham sobrevivido até à actualidade mas também ninguém sabia exactamente quanto tempo o material genético levaria a degradar-se.

Agora, um estudo de fósseis da Nova Zelândia está a por um ponto final na questão, colocando também um ponto final nas esperanças de clonar um Tyrannosaurus rex.

Após a morte celular, enzimas começam a degradar as ligações químicas entre os nucleótidos que formam o esqueleto do DNA e os microrganismos aceleram este decaimento. 

A longo prazo, no entanto, as reacções com a água deverão ser responsáveis pela maior parte da quebra de ligações. A água no solo é praticamente ubíqua logo o DNA presente em amostras de ossos enterrados deverá, em teoria, degradar-se a uma taxa definida.

Determinar essa mesma taxa tem sido difícil porque é raro encontrar grandes conjuntos de fósseis contendo DNA com os quais se possa fazer comparações significativas. Para agravar as coisas, condições ambientais variáveis, como a temperatura, grau de ataque microbiológico e oxigenação, alteram a velocidade do processo de decaimento.

Mas uma equipa de paleogeneticistas liderada por Morten Allentoft, da Universidade de Copenhaga, e Michael Bunce, da Universidade Murdoch em Perth, Austrália, examinaram 158 ossos da perna contendo DNA de três espécies de moas, aves gigantes semelhantes a avestruzes mas já extintas. Os ossos, com 600 a 8 mil anos de idade, tinham sido recuperados de três locais num raio de 5 Km uns dos outros, em condições de preservação praticamente idênticas incluindo uma temperatura de 13,1ºC. As descobertas foram publicadas na última edição da revista Proceedings of the Royal Society B.

Ao comparar as idades e grau de degradação do DNA dos espécimes, os investigadores calcularam que o DNA tem uma meia-vida de 521 anos. Isso significa que após 521 anos, metade das ligações entre nucleótidos da cadeia presente na amostra estarão quebradas, depois de outros 521 metades das restantes ligações desaparecerão e assim por diante.

A equipa prevê que mesmo num osso a uma temperatura ideal de preservação de −5ºC, todas as ligações estarão destruídas após no máximo 6,8 milhões de anos. O DNA deixaria de se puder ler muito antes disso, talvez após cerca de 1,5 milhões de anos, quando as cadeias restantes fossem tão curtas que era impossível fornecerem informação significativa.

 

“Isto confirma a suspeição generalizada de que as alegações de DNA de dinossauro e de insectos antigos armazenado em âmbar são incorrectas", diz Simon Ho, biólogo evolutivo na Universidade de Sydney na Austrália. No entanto, apesar de 6,8 milhões de anos estar muito longe da idade de um osso de dinossauro (que seria de, pelo menos, 65 milhões de anos), “talvez sejamos capazes de quebrar o recorde para a sequência autêntica mais velha de DNA, que actualmente está em perto de meio milhão de anos", diz Ho.

Os cálculos deste último estudo foram bastante directos mas muitas questões permanecem.

“Estou muito interessado em ver se estas descobertas podem ser reproduzidas em ambientes muito diferentes, como a permafrost ou grutas”, diz Michael Knapp, paleogeneticista na Universidade de Otago em Dunedin, Nova Zelândia.

Mais, os investigadores descobriram as diferenças de idade eram responsáveis por apenas 38,6% da variação na degradação do DNA entre as diversas amostras de ossos de moa. "Outros factores que têm impacto sobre a preservação do DNA estão nitidamente em jogo", diz Bunce. “Armazenagem depois da escavação, química do solo e até a altura do ano em que o animal morreu, todos devem ser factores para os quais devemos olhar."

 

 

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