2012-10-10

Subject: O martírio das baleias no Atlântico

 

O martírio das baleias no Atlântico

 

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@ National Geographic/Getty Images/Nature

A actividade continua a matar baleias francas, uma das espécies de animais mais ameaçada dos oceanos. Uma análise de quatro décadas de mortes de baleias mostra que as tentativas para as impedir não tiveram um impacto demonstrável.

Pensa-se que restem apenas 460 baleias francas do Atlântico norte Eubalaena glacialis nas águas ao largo da plataforma continental do Canadá e Estados Unidos. Os governos de ambos os países implementaram várias medidas para proteger as baleias de ficarem emaranhadas em artes de pesca ou de serem abalroadas por navios (como a regra americana ‘ship strike' que limita a velocidade dos navios em certas áreas, aplicada a partir de 2008 e que deve expirar no próximo ano).

Os peritos em mamíferos marinhos Julie van der Hoop e Michael Moore, ambos da Instituição Oceanográfica Woods Hole em Woods Hole, Massachusetts, analisaram todas as mortes conhecidas de oito espécies de grandes baleias no Atlântico noroeste entre 1970 e 2009. 

Durante esse tempo, morreram 122 baleias francas, bem como 473 baleias de bossa Megaptera novaeangliae, 257 baleias fin Balaenoptera physalus e números imensos de baleias de outras espécies. Quando os autores puderam atribuir uma causa de morte, ‘interacções com o Homem' era a mais comum, surgindo em 67% dos casos. Nesta categoria, a principal causa de morte era ficarem emaranhadas em artes de pesca.

As medidas de protecção parecem não ter tido qualquer impacto sobre a morte das baleias, segundo o estudo agora publicado na revista Conservation Biology. Apesar de várias regras trem sido implementadas apenas mais para o fim do período do estudo, Moore ainda admite que a descoberta é “imensamente desapontante".

Mas Moore também salienta que o estudo foi uma análise a “pincel grosso". Existem esforços locais específicos, como a deslocação das rotas dos navios na baía de Fundy entre as províncias canadianas de Nova Brunswick e Nova Escócia, que “sem dúvida" ajudaram na conservação das baleias francas mas que não são visíveis a esta escala.

 

A análise também aponta para onde os futuros esforços de conservação devem ser focados. Van der Hoop salienta que as suas estimativas de onde os abalroamentos por navios ocorrem mostram um grande pico nas águas em redor do cabo Hatteras, logo a norte de Morehead City na Carolina do Norte. Praticamente nenhumas medidas foram implementadas nesta região para reduzir as mortes de baleias logo na prevenção dos abalroamentos aqui pode ter grande valor.

Greg Silber, investigador de mamíferos marinhos no Serviço Nacional de Pescas Marinhas, com sede em Silver Spring, Maryland, diz que este último trabalho “ajuda a reforçar a necessidade de abordagens pensadas, equilibradas e com base na ciência para reduzir a mortalidade induzida por causas humanas nas grandes baleias".

Silber ea sua colega Shannon Bettridge, também dos serviços de pescas, concluíram num estudo feito já este ano que era demasiado cedo para perceber se a regra 'ship strike' era eficaz. A obediência à regra era fraca quando foi implementada, lembra Silber, mas tem melhorado recentemente. O seu relatório apelava à manutenção de restrições de velocidade, sugerindo mesmo que estas deviam ser alargadas a navios menores.

Apesar da população de baleias francas ter tido alguns anos maus em meados da década de 2000 quando o seu efectivo declinou, Silber tem esperança que a espécie esteja no limiar de uma reviravolta. “A população de baleias francas do Atlântico norte parece estar a crescer mas ainda não está livre de perigo."

Moore também considera que existem pequenos sinais de que as coisas melhoraram desde 2009. A sua equipa tem financiamento do governo americano para realizar autópsias a baleias francas e “tenho tido dificuldade em gastar o dinheiro nos últimos anos", diz ele. “Isso é realmente um sinal positivo." 

 

 

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