2012-09-30

Subject: Ratos espinhosos africanos regeneram pele perdida

 

Ratos espinhosos africanos regeneram pele perdida

 

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@ NatureDuas espécies de ratos espinhosos foram apanhados a fazer algo que mais nenhum mamífero consegue fazer, que se tenha conhecimento: regenerar completamente tecidos danificados.

O estudo agora conhecido pode ajudar a melhorar a cicatrização de ferimentos em humanos.

As espécies, Acomys kempi e Acomys percivali, têm uma pele frágil e que se rompe facilmente, o que os ajuda a escapar aos predadores largando pedaços de pele quando capturados ou mordidos.

Os investigadores relatam no seu estudo publicado na revista Nature que enquanto os ratos de laboratório normais Mus musculus desenvolvem tecido de cicatrização quando a sua pele é removida, os ratos espinhosos africanos regeneram conjuntos completos de folículos pilosos, pele, glândulas sudoríparas, pelo e até cartilagem.

A renovação de tecidos nunca tinha sido observada em mamíferos até agora mas é comum em crustáceos, insectos, répteis e anfíbios. Alguns lagartos apenas conseguem regenerar as caudas, enquanto algumas salamandras conseguem regenerar membros inteiros, incluindo ossos e músculos.

Os investigadores dizem que o seu próximo passo será perceber os mecanismos moleculares e os circuitos genéticos que conduzem o processo de regeneração. É improvável que estes ratos tenham desenvolvido um método totalmente novo de regeneração tecidular, diz Ashley Seifert, biólogo do desenvolvimento na Universidade da Florida em Gainesville, que liderou o estudo. Em vez disso, os genes que dirigem a regeneração em salamandras devem estar inactivos nos mamíferos mas voltaram a ser activados nos ratos espinhosos africanos.

Seifert pensa que a capacidade de regenerar tecidos danificados também poderá ser reactivada em humanos. “Olhando para os mapas genéticos comuns nos vertebrados, esperamos descobrir quais os que poderemos activar em humanos. Só precisamos de perceber como voltar a por o sistema a funcionar nos mamíferos, de uma maneira que já sabe como fazer."

 

Jeremy Brockes, que estuda a regeneração de membros em salamandras no University College de Londres, concorda que pode ser possível usar este trabalho para melhorar o processo de cicatrização de ferimentos em pessoas. “Os recursos genómicos são tão poderosos hoje em dia que poderemos facilmente identificar algum aspecto da regeneração em ratos que possa ser útil para a saúde humana."

A ideia de regenerar membros inteiros em humanos pode parecer rebuscada mas a medicina regenerativa fez grandes avanços na última década, com bexigas crescidas em laboratório, traqueias criadas a partir de células estaminais e outros órgãos humanos regenerados tornados possíveis em parte pela partilha de circuitos genéticos entre humanos, moscas, salamandras e ratos.

Seifert diz que este estudo também é um bom exemplo de como combinar diferentes campos da biologia pode conduzir a resultados interessantes. “As minhas conversas iniciais com um biólogo do desenvolvimento levaram-me a conversar com um mamologista e eventualmente trouxeram-me ao trabalho de campo em África com um ecologista, seguido por trabalho de laboratório com engenheiros e, finalmente, completado com trabalho molecular. Conversas cruzadas entre cientistas podem realmente levar a coisas muito fixes."

 

 

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