2012-09-21

Subject: Mínimo recorde do gelo Árctico

 

Mínimo recorde do gelo Árctico

 

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@ BBCO gelo marinho árctico atingiu a sua extensão mínima para o ano, estabelecendo um recorde para o menor coberto de Verão desde que teve início a recolha de dados por satélite.

A extensão de cobertura de gelo de 2012 caiu para 3,41 milhões de quilómetros quadrados, 50% inferior à media do período 1979-2000.

O gelo marinho árctico há muito que vem sendo considerado um indicador sensível das alterações climáticas.

Os cientistas que têm analisado o espantoso degelo consideram-no parte de uma alteração fundamental: "Estamos em território desconhecido", diz Mark Serreze, director do Centro Nacional de Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC) no Colorado. "Ainda que há muito soubéssemos que à medida que o planeta aquece as primeiras alterações seriam notórias e mais pronunciadas no Árctico, poucos de nós estavam preparados para a rapidez com que as alterações realmente estão a ocorrer."

O mínimo deste ano é o corolário de um Verão com pouco gelo no árctico. A 26 de Agosto a cobertura de gelo marinho caiu para 4,10 milhões de quilómetros quadrados, quebrando o anterior recorde estabelecido a 18 de Setembro de 2007 de 4,17 milhões de quilómetros quadrados. A 4 de Setembro caiu abaixo dos 4 milhões de quilómetros quadrados, outra estreia nos 33 anos de registos por satélite.

"O acentuado declínio do final da estação é indicativo de quão fina a cobertura de gelo é", diz o cientista do NSIDC Walt Meier. "O gelo tem que ser muito fino para continuar a derreter à medida que o Sol desce e o Outono se aproxima."

Os cientistas dizem estar a observar alterações fundamentais na cobertura de gelo marinho. O árctico costumava ser dominado por gelo plurianual, ou seja, gelo que sobrevivia vários anos. Recentemente, a região é caracterizada por gelo sazonal e vastas áreas têm agora tendência para derreter completamente no Verão.

A extensão do gelo marinho é definida como a área total coberta por pelo menos 15% de gelo e varia de ano para ano, devido às condições climatéricas. No entanto, a extensão de gelo tem mostrado um declínio global dramático ao longo dos últimos 30 anos.

Um estudo de 2011 publicado na revista Nature usou dados obtidos de núcleos de gelo e sedimentos lacustres para reconstruir a extensão de coberto de gelo no árctico ao longo dos últimos 1450 anos. Os resultados sugerem que a duração e magnitude do actual declínio no gelo marinho pode muito bem não ter precedente ao longo deste período.

 

Julienne Stroeve, investigadora do NSIDC, está actualmente a bordo de um navio da Greenpeace em Svalbard, Noruega, que acabou de regressar de uma expedição de pesquisa para avaliar o degelo na região. Segundo ela, o novo recorde sugere que o árctico "pode ter entrado numa nova era climática, onde a combinação de gelo mais fino com temperaturas do ar e da água do mar mais elevadas resulta em maior perda de gelo a cada Verão".

"A perda de gelo marinho no Verão levou a um aquecimento invulgar da atmosfera árctica, o que, por sua vez, tem impacto nos padrões climáticos do hemisfério norte, o que pode resultar em extremos climáticos persistentes, como secas, ondas de calor e inundações", diz ela.

Poul Christoffersen, da Universidade de Cambridge, refere: "Sabemos muito pouco sobre as consequências de reduções drásticas do gelo marinho. A maioria dos modelos de previsão previram a redução do gelo de forma mais lenta mas o facto é que menos gelo marinho significa mais calor na superfície do oceano e baixa atmosfera. Podem ocorrer efeitos em larga escala disto, como alterações dos padrões de ventos, correntes oceânicas superficiais e até mesmo no jet stream. O Verão húmido do norte da Europa em 2012 pode muito bem ter sido influenciado pelo mínimo recorde de gelo marinho no árctico."

Se a actual tendência de degelo no Verão se mantiver, haverá tanto oportunidades, como desafios. Alguns navios já estão a encurtar os seus tempos de viagem navegando as anteriores impossíveis rotas a norte da Rússia e as empresas exploradoras de petróleo, gás e minérios já têm planos para obter os ricos recursos da zona, ainda que a oposição do conservacionistas e ambientalistas seja forte. 

 

 

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