2012-09-20

Subject: Apelo ao congelamento das pescas na Europa

 

Apelo ao congelamento das pescas na Europa

 

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@ BBCUm conjunto de especialistas veio defender a situação altamente controversa do congelamento das pescas na Europa, referindo que a maioria dos stocks pesqueiros seriam assim capazes de recuperar a sustentabilidade no espaço de cinco anos.

A Fundação Nova Economia (NEF) sediada em Londres defende no seu relatório que esta suspensão geraria milhares de milhões de euros em lucros por volta de 2023. Entretanto, o investimento privado compensaria os pescadores e manteria as embarcações.

No entanto, imediatamente um representante da indústria pesqueira inglesa veio a público referir que os stocks já estão em recuperação e a ideia não fazia qualquer sentido.

As pescas insustentáveis continuam a ser um problema muito grave para a União Europeia, onde 75% dos stocks continuam a ser pescados para além da sustentabilidade e as capturas são apenas uma fracção do que já foram há 10 ou 20 anos.

Recentemente, o Parlamento Europeu aprovou medidas contra países terceiros que permitissem esta prática destrutiva mas a comissária das pescas Maria Damanaki relatou progressos na luta pela redução da sobrepesca.

No seu relatório, intitulado No Catch Investment, a NEF refere ter calculado os custos do restabelecimento dos stocks pesqueiros e descobriu que seriam, de longe, suplantados pelos benefícios económicos a curto e longo prazo.

A NEF analisou 51 de 150 stocks pesqueiros comerciais, incluindo bacalhau da Islândia, pescada e cavala. A maioria pode ser devolvido à sustentabilidade no espaço de cinco anos, com algumas variedades, como a cavala e o arenque a precisarem de menos de um ano. No entanto, alguns stocks, como os de bacalhau e de alabote precisariam de pelo menos nove anos para recuperar.

Os peritos calcularam que um investimento privado de €11,4 mil milhões para gerir o congelamento das pescas geraria um lucro de cerca de €5 mil milhões em 2023. "Por volta de 2052, o retorno desse investimento seria de cerca de €14 por cada €1 investido", pode ler-se no relatório. Esse investimento garantiria "desemprego zero" entre os pescadores e salvaguardaria a degradação das embarcações.

Num relatório recentemente conhecido, a comissária Damanaki descobriu que a sobrepesca no Atlântico nordeste, Mar do Norte e Mar Báltico tinha passado de 72% em 2010 para 47% em 2012 e que o número de stocks pescados de forma sustentável tinha subido de 13 para 19.

 

Por essa razão, Barry Deas, chefe-executivo da Federação Nacional de Organizações de Pescadores inglesas (NFFO), defende que não há necessidade do congelamento proposto pela NEF. "Não me parece que faça sentido a qualquer nível: biológico, económico ou político", diz ele. "Já nos estamos a aproximar das capturas máximas sustentáveis logo porque razão gastar tanto dinheiro?"

O congelamento das capturas levaria a uma degeneração das infra-estruturas e na perda de mercados, diz ele. Quando a indústria do arenque do Mar do Norte esteve fechada na década de 70, "uma geração inteira perdeu a arte de comer e cozinhar arenque".

Aniol Esteban, co-autor do relatório da NEF, considera que dizer que a Europa se está a aproximar da pesca sustentada é como dizer "em vez de atirar um caro de um penhasco abaixo a 100 Km/h estamos apenas a conduzi-lo a 90 Km/h".

"A sobrepesca não está a ser impedida na maioria dos stocks afectados, pelo menos não a um ritmo suficientemente rápido", continua ele, salientando que a ideia da NEF estimularia a indústria pesqueiro no longo prazo. Entretanto, uma alternativa poderia ser reduzir o consumo de peixe em cerca de um quinto.

 

 

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