2012-09-19

Subject: Corvos raciocinam em termos de causa-efeito

 

Corvos raciocinam em termos de causa-efeito

 

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@ BBC

Os corvos capazes de utilizar ferramentas também têm a capacidade de raciocinar, dizem os cientistas.

Com a realização de uma experiência, os cientistas descobriram que os corvos tinham maior probabilidade de procurar alimento quando podiam atribuir alterações ao seu ambiente à presença humana. Este comportamento pode sugerir uma "cognição complexa", de acordo com um estudo agora publicado na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Até agora, a capacidade de fazer inferências baseado em causas era uma característica atribuída aos humanos mas não aos restantes animais.

O estudo foi uma colaboração entre investigadores da Universidade de Auckland, Nova Zelândia, da Universidade de Cambridge, Reino Unido, e da Universidade de Viena, Áustria.

Na experiência, oito corvos selvagens usaram ferramentas para retirar alimento de uma caixa. No interior do recinto onde as aves se encontravam estava um pau e os corvos foram testados em duas séries separadas de acontecimentos, ambas envolvendo a deslocação do pau.

Numa série de acontecimentos, um ser humano entrava no recinto e o pau deslocava-se, na outra, o pau deslocava-se mas não surgia nenhum ser humano.

 

Nas ocasiões em que não entrava nenhuma pessoa no interior do recinto, os corvos abandonavam os seus esforços para recolher alimento com a ajuda da ferramenta mais frequentemente do que quando tinham observado a pessoa no recinto.

Segundo os cientistas, o estudo provou que os corvos atribuíam o movimento do pau à presença humana (veja o vídeo).

Os resultados indicam que a idade ou o sexo não são preditores deste comportamento pois juvenis, machos e fêmeas revelaram todos a mesma reacção.

A equipa de investigadores refere que o tipo de "raciocínio por inferência" revelado pelos corvos da Nova Caledónia Corvus moneduloides nestas condições controladas também pode ser utilizado na natureza para antecipar perigos ou presença de alimento.

O estudo é o primeiro a sugerir que os animais têm a a capacidade de fazer inferências, apesar dos cientistas acrescentarem que o fenómeno pode ser mais comum do que antes se pensava.

 

 

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