2012-09-09

Subject: Revelados segredos da velocidade das chitas

 

Revelados segredos da velocidade das chitas

 

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@ BBC

Investigadores japoneses mapearam as fibras musculares das chitas, o mamífero mais veloz do planeta. 

Ao comparar os músculos das chitas com os de um cão e de um gato domésticos, a equipa identificou o poder de propulsão especial presente nos músculos dos seus membros posteriores.

O estudo é o primeiro a investigar a distribuição das fibras musculares por todo o corpo das chitas, comparando a forma como elas se distribuem no mamífero mais veloz do mundo e nos gatos e cães, e foi publicado na última edição da revista Mammalian Biology.

"O estudo dos músculos é indispensável para a compreensão da corrida da chita", diz Naomi Wada, co-autora do estudo e professora de Fisiologia dos Sistemas na Universidade Yamaguchi do Japão. Diferentes tipos de fibras musculares são adequadas a diferentes actividades, explica Wada.

Em todos os animais estudados, as fibras musculares tipo I produziam pouca força mas eram resistentes à fatiga, tornando-as mais adequadas ao controlo da postura e a andamento lento.

O desempenho das fibras musculares do tipo IIa já era mais adequado a andamento rápido e trote, enquanto as fibras musculares do tipo IIx (ou fibras "velozes") produziam muita força mas tinham baixa resistência à fatiga e eram a chave da corrida veloz ou do galope.

Ao mapear a distribuição das fibras musculares através de todo o corpo de uma chita, os cientistas foram capazes de ter uma visão da impressionante técnica de sprint do animal.

"Os músculos dos membros anteriores das chitas incluem a maior quantidade de fibras do tipo I de todos os três animais estudados ... enquanto os músculos dos membros posteriores têm grande quantidade de fibras do tipo IIx. A diferença funcional entre os membros anteriores e posteriores é o mais espantoso nas chitas", explica Wada.

Os resultados da equipa sugerem que o poder provém dos membros posteriores da chita, da mesma forma que num carro com tracção traseira. Wada também considerou útil o paralelo com um automóvel ao descrever a forma como a chita lida com a alta velocidade.

 

@ BBCOs dedos dos membros posteriores da chita não contêm fibras velozes mas os dedos dos membros anteriores têm-nas em grande quantidade, situação que Wada explica ser devida ao facto de a chita controlar o seu equilíbrio com os membros anteriores ao curvar e abrandar.

No entanto, a maioria dos carros de tracção traseira não conseguem imitar a invejável aceleração das chitas: dos zero aos 100 em menos de 3 segundos.

Estudos anteriores já tinham identificado as passadas com sete metros como a chave da sua velocidade pois, com os seus membros longos e flexíveis, uma chita em corrida passa mais de metade do tempo com todas as patas no ar.

Para maximizar este efeito, arqueia e contrai a coluna, como a descoberta de fibras musculares pela equipa de Wada confirma: os felinos apresentam uma alta percentagem de fibras velozes ao longo do dorso e cintura, sugerindo que podem produzir uma rápida e forte extensão da coluna. 

 

 

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