2012-09-06

Subject: Conhecido mapa detalhado do funcionamento do genoma

 

Conhecido mapa detalhado do funcionamento do genoma

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

Newsletter não segue Acordo Ortográfico

@ BBCCientistas publicaram a análise mais detalhada até à data do genoma humano e descobriram que uma porção muito maior do que se pensava do nosso genoma é biologicamente activo.

Os investigadores esperam que as descobertas conduzam a uma melhor compreensão de muitas doenças, o que, por sua vez, poderá conduzir a melhores tratamentos.

O estudo envolveu mais de 400 cientistas de 32 laboratórios do Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, Singapura e Japão, e as suas descobertas serão publicadas em 30 artigos de acesso livre a surgir em três revistas: Nature, Genome Biology e Genome Research.

A Enciclopédia de Elementos de DNA (Encode) foi lançada em 2003 com o objectivo de identificar todos os elementos funcionais do genoma humano. Um projecto piloto que analisou 1% do genoma foi publicado em 2007 mas agora o projecto Encode analisou todos os 3 mil milhões de bases que formam o nosso DNA.

Eles descobriram que 80% do nosso genoma desempenha uma função específica, quando, até agora, a maioria da atenção estava focada nos genes codificantes de proteínas, que compõem apenas 2% do genoma total.

A equipa do Encode analisou a vasta área do genoma tantas vezes apelidada "DNA-lixo" pois parecia ter muito pouca função e era muito mal conhecida. 

Ewan Birney, do Instituto Europeu de Bioinformática de Cambridge, que liderou a análise, refere: "O termo DNA-lixo deve ir para o lixo. É claro a partir desta investigação que uma parte muito maior do genoma do que antes se considerava é biologicamente activa."

Os cientistas também identificaram quatro milhões de 'interruptores' genéticos, ou seja, secções do DNA que controlam a activação ou desactivação dos genes em células específicas. Segundo eles, estes interruptores estão frequentemente muito longe ao longo do genoma do gene que controlam.

 

Birney explica: "Isto irá ajudar a nossa compreensão da biologia humana pois muitos dos interruptores que identificámos estão associados a alterações no risco de desenvolvimento de perturbações desde doenças cardíacas a diabetes ou problemas mentais. Isto dará aos investigadores um novo mundo para explorar e, em última análise, espera-se, conduzir a novos tratamentos."

Ainda assim, os investigadores reconhecem que se passarão muitos anos antes de os pacientes tirarem benefícios tangíveis dos resultados do projecto. 

Mas outro membro da equipa Encode, Ian Dunham, diz que os dados serão úteis em todas as áreas de investigação de doenças: "O Encode dá-nos um conjunto de pistas muito valiosas para a descoberta dos mecanismos chave da doença e da saúde. Essas pistas podem ser exploradas para a criação de medicamentos completamente novos ou para reorganizar os já existentes."

O director do Instituto Wellcome Trust Sanger, Mike Stratton, diz que os resultados foram "espantosos" e "serão a pedra de toque para a biologia humana durante muitos anos". "O projecto Encode vai mudar a vida de muitos investigadores na forma como fazem ciência e dar aqueles de nós que buscam uma melhor compreensão da doença uma visão muito melhor de como a variação genética pode afectar o nosso genoma para a doença."

 

 

Saber mais:

História humana escrita num único genoma

'Circuitos' genéticos personalizados reprogramam células humanas

Sequência do DNA pode estar a perder-se na tradução

O escudo do genoma contra a luz do Sol

 

Clique para ajudar!

Facebook simbiotica.orgTwitter simbiotica.orgGoogle + simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.org

 

Arquivo  |  Partilhar Comentar |   Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  Subscrever | @ simbiotica.org, 2012


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com