2012-08-13

Subject: Utilização de aquíferos insustentável em muitas zonas agrícolas

 

Utilização de aquíferos insustentável em muitas zonas agrícolas

 

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@ Gleeson, T. et al/Nature

Quase um quarto da população mundial vive em locais onde a água subterrânea está a ser gasta mais rapidamente do que se substitui, conclui uma análise global exaustiva do desaparecimento da água subterrânea, publicada esta semana na revista Nature.

Por todo o mundo, a civilização humana depende grandemente do acesso a vastos reservatórios de água que foram sendo criados ao longo de milhares de anos em areia, barro e rochas em profundidade. Estes aquíferos monumentais, que em alguns casos se estendem para além das fronteiras dos países, fornecem água às populações e às culturas agrícolas, para além de suportarem ecossistemas tão importantes como florestas ou pontos de pesca.

Ainda assim, na maioria das principais regiões agrícolas do mundo, onde se incluem Central Valley na Califórnia, o delta do Nilo no Egipto e o Ganges superior na Índia e Paquistão, as exigências excedem a capacidade de renovação dos reservatórios.

“Esta utilização excessiva pode conduzir à redução da disponibilidade de água subterrânea, tanto para consumo doméstico, como para o cultivo de alimentos”, diz Tom Gleeson, hidrogeólogo na Universidade McGill em Montreal, Quebec, e autor principal do estudo. Eventualmente, acrescenta ele, “pode levar a cursos de água secos e a impactos ecológicos".

Gleeson combinou um modelo hidrogeológico global com um conjunto de dados relativos à utilização de água subterrânea para estimar a quantidade de água subterrânea que está a ser extraída pelos diversos países. Também estimou a taxa de recarga de cada aquífero, ou seja, a velocidade a que a água subterrânea está a ser reposta no solo. Usando esta abordagem, os investigadores foram capazes de determinar a pegada de água subterrânea de perto de 800 aquíferos por todo o mundo, como se observa no ama acima.

Ao calcular o stress a que cada fonte de água subterrânea está sujeita, Gleeson também analisou em detalhe os fluxos de água necessários para sustentar a saúde de ecossistemas como prados, florestas e ribeiros e rios.

 

“Que eu saiba, este é o primeiro índice de stress hídrico que leva em conta a preservação da saúde dos ecossistemas e do ambiente”, diz Jay Famiglietti, hidrologista na Universidade da Califórnia, Irvine, que não esteve envolvido no estudo. “Esse é um passo crítico."

Os autores descobriram que 20% dos aquíferos mundiais estão a ser sobreexplorados, alguns de forma assustadora. Por exemplo, a pegada de água subterrânea do aquífero do Ganges superior é 50 vezes superior à sua dimensão, “pelo que a taxa de extracção é totalmente insustentável na zona”, diz Gleeson.

No entanto, Famiglietti salienta que o estudo, que se foca na quantificação da taxa de extracção de água subterrânea versus a recarga, negligencia a falta de dados que temos sobre a quantidade de água actualmente existente nos aquíferos mundiais. “A única forma de responder à questão da sustentabilidade é responder primeiro à quantidade de água que realmente temos."

Ele prevê que uma imagem rigorosa revele que muitos mais aquíferos por todo o mundo estão a ser usados de forma insustentável. À medida que certas regiões enfrentam secas mais frequentes e crescimento populacional, a caracterização completa dos aquíferos mundiais, ainda que dispendiosa, será necessária, acrescenta Famiglietti.

Mas Gleeson deixa pelo menos uma fonte significativa de esperança: Até 99% da água doce não congelada do planeta está no subsolo, “é um reservatório enorme e nós temos o potencial de o gerir de forma sustentável ... se assim decidirmos."

 

 

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