2012-08-03

Subject: Conservação dos mangais é uma forma económica de reduzir CO2

 

Conservação dos mangais é uma forma económica de reduzir CO2

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

Newsletter não segue Acordo Ortográfico

@ BBCProteger os mangais para aprisionar carbono nas suas árvores pode ser uma forma económica de reduzir as alterações climáticas, sugerem os investigadores.

Os esquemas de créditos de carbono já existem para as florestas tropicais mas este novo estudo sugere que os mangais também deviam ser incluídos. No entanto, outros investigadores consideram que a economia depende do preço global do carbono.

Apresentando os seus resultados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), a equipa sediada nos Estados Unidos enfatiza que a protecção dos mangais traz importantes benefícios também para a vida selvagem.

Os habitats de mangal correspondem a menos de 1% das áreas florestais do mundo mas para a biodiversidade que suportam e os benefícios que trazem às comunidades humanas na forma de pesca e barreiras de protecção contra tempestades, são extremamente importantes. Para além disso, a sua taxa de perda é maior que a das florestas tropicais.

Tal como as florestas tropicais, armazenam carbono na sua biomassa, que é libertado quando o habitat é destruído. A sua capacidade de capturar carbono pode ser, em média, cinco vezes a da floresta tropical, pelo que se tornaram foco de interesse para as estratégias de conservação relacionadas com o carbono.

Agora, Juha Siikamaki, do grupo Resources for the Future, e os seus colegas americanos, vieram mostrar que a protecção dos mangais e a consequente redução da quantidade de dióxido de carbono libertado pode ser uma forma muito em conta de os países mitigarem as suas emissões de carbono.

"Fizemos a surpreendente descoberta de que, na maioria dos locais, a preservação dos mangais se justifica apenas com base nas emissões evitadas, sem sequer ter em conta os numerosos outros benefícios ecológicos e económicos pelos quais os mangais são particularmente bem conhecidos", explica Siikamaki.

A pesquisa, que utilizou novos sensos de alta resolução da biomassa dos mangais pelo mundo, sugere que a protecção destes habitats pode ser uma forma viável de reduzir emissões, quando comparada com outros métodos de compensação de carbono.

"O ganho é que ao faze-lo podemos preservar habitats importantes para as essenciais pescas costeiras, ricas em biodiversidade e lar de centenas de espécies de plantas e animais, muitas das quais ameaçadas", refere o co-autor do estudo James Sanchirico, da Universidade da Califórnia, Davis.

Mas Freya Roberts, investigadora do The Carbon Brief, considera que os preço da quota de carbono em que se baseia este estudo pode estar ultrapassado. "Desde que esta pesquisa foi realizada, os preços do carbono caíram, devido ao excesso de autorizações. Com demasiadas autorizações disponíveis e as condições económicas pouco apelativas que levam a que as grandes companhias emitam menos carbono, a competição não está a elevar o preço do carbono."

 

Outros programas de incentivo estão disponíveis, como o Esquema de Venda de Emissões da União Europeia (ETS). Os autores relatam que a preservação dos mangais sai mais barata que estes outros esquemas mas Roberts permanece cautelosa: "As licenças de carbono custam agora cerca de US$8 a 10, um valor no extremo inferior do leque de preço onde a maioria das emissões dos mangais poderia ser evitada."

As recomendações dos investigadores para que se protejam os mangais como forma de armazenar carbono "azul" como parte de um quadro de política climática assemelha-se muito às estratégias do actual programa REDD (Reduzir Emissões de Desflorestação e Degradação da floresta). O programa REDD permite aos países receber incentivos financeiros por reduzir a desflorestação, conduzindo a uma redução das emissões de carbono.

"Os projectos que envolvem e respeitam as populações locais e que usam o mercado de de compensações de carbono para financiar o desenvolvimento e a conservação estão a começar a emergir", diz Mark Huxham, da Universidade de Edimburgo Napier, que não esteve envolvido no estudo. "Este artigo é mais um incentivo para que tenham sucesso."

Siikamaki considera que as barreiras "institucionais", apesar de ainda existirem, não devem bloquear a conservação dos mangais. "Os programas de desenvolvimento para compensar os benefícios de carbono da conservação dos mangais podem ser um passo importante para este objectivo."

 

 

Saber mais:

REDD

Antigo céptico diz que alterações climáticas são antropogénicas

Relatório GEO-5 alerta para danos irreversíveis ao ambiente

Alterações climáticas vão atingir a diversidade genética

 

Clique para ajudar!

Twitter simbiotica.orgFacebook simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.orgClique para deixar de subscrever esta newsletter

 

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Partilhar Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2012


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com