2012-07-29

Subject: Biodiversidade das florestas tropicais protegidas em declínio

 

Biodiversidade das florestas tropicais protegidas em declínio

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

Newsletter não segue Acordo Ortográfico

@ Christian Ziegler/BBCApesar do seu estatuto de protecção, a biodiversidade em grande número de florestas tropicais continua em declínio, sugeriu um estudo recentemente conhecido.

Os seus autores referem que a descoberta deve causar grande preocupação pois estas zonas têm sido vistas como o refúgio final de grande número de espécies ameaçadas.

A perturbação dos habitats, a caça e a exploração de madeira foram consideradas sinais de futuros declínios ainda mais graves, acrescentam eles. As descobertas foram publicadas online na revista Nature.

"A rápida perturbação das florestas tropicais provavelmente ameaça mais a biodiversidade que qualquer outro fenómeno contemporâneo", escreve a equipa de investigadores no seu artigo. "Muitas zonas protegidas nos trópicos são elas próprias vulneráveis à colonização humana e outros stresses ambientais."

As florestas tropicais são consideradas as zonas de maior riqueza biológica do planeta. 

Para avaliar o estado das zonas protegidas do mundo, a equipa considerou dados de 60 zonas, baseados em "262 entrevistas detalhadas a biólogos de campo veteranos e ecologistas, cada um, em média, com mais de duas décadas de experiência".

"O nosso estudo foi motivado por três questões abrangentes: se as reservas tropicais funcionarão como 'arcas' para a biodiversidade e para os processos ecológicos naturais, se as alterações observadas são essencialmente concordantes ou idiossincráticas entre as diferentes áreas protegidas e quais os principais preditores do sucesso ou falhanço das reservas."

O estudo abrangeu 36 países por todos os trópicos, de África à Ásia e América do Sul.

As descobertas sugerem que "proteger a biodiversidade implica mais do que salvaguardar as próprias reservas. Em muitos casos, as paisagens e habitats envolventes das reservas estão sob ameaça eminente. Por exemplo, 85% das reservas observadas sofreram declínios na floresta envolvente nos últimos 20 a 30 anos, enquanto apenas 2% ganharam floresta envolvente."

 

A equipa relata que os dados mostram que a perturbação da floresta, a sobreexploração da vida selvagem e dos recursos florestais teve o maior "impacto negativo directo". Também observam que "a poluição do ar e da água, o aumento da densidade da população humana e as alterações climáticas" tiveram um impacto menor ou mais indirecto.

A equipa, liderada por William Laurance da Universidade James Cook na Austrália, conclui que as actividades fora das zonas protegidas tinham um impacto na resiliência da biodiversidade no interior das zonas protegidas.

@ Ralph Buji/BBC"Não é suficiente proteger o interior enquanto se ignora as paisagens envolventes, que estão a ser rapidamente desflorestadas, degradadas e onde a caça é excessiva", afirmam eles.

"O falhanço na contenção das ameaças inter-relacionadas internas e externas pode predispor as reservas à degradação ecológica, incluindo o leque taxonómico e funcional de comunidades de espécies e a erosão dos processos fundamentais dos ecossistemas.

 

 

Saber mais:

Relatório GEO-5 alerta para danos irreversíveis ao ambiente

Alterações climáticas vão atingir a diversidade genética

Maleitas da biodiversidade não se devem exclusivamente a alterações climáticas

 

Clique para ajudar!

Twitter simbiotica.orgFacebook simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.orgClique para deixar de subscrever esta newsletter

 

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2012


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com