2012-07-25

Subject: Tempestade perfeita atinge golfinhos do Golfo do México

 

Tempestade perfeita atinge golfinhos do Golfo do México

 

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@ Julie Dermansky/Corbis/NatureOs golfinhos-roazes do norte do Golfo do México foram atingidos por uma sequência tripla de acontecimentos, que conduziu a uma taxa de mortalidade invulgarmente alta no início de 2011, sugere um artigo agora publicado na revista PLoS ONE.

Entre Janeiro e Abril de 2011, 186 golfinhos-roazes Tursiops truncatus deram à costa no norte do Golfo do México. Destes, 86 eram recém-nascidos, perto do dobro da média histórica de mortalidade. A morte dos golfinhos tem vindo a ser seguida pelo censo Evento de Mortalidade Invulgar (UME), que teve início em resposta ao elevado número de golfinhos adultos mortos durante um período prolongado de clima frio no início de 2010.

O estudo publicado na revista PLoS ONE sugere que o clima frio foi o primeiro de três factores que enfraqueceram a população de golfinhos e contribuíram para a elevada taxa de mortalidade. O segundo foi o derrame de petróleo da Deepwater Horizon que se seguiu em Abril e o terceiro foram os vastos volumes de água doce fria, proveniente do degelo de neve, que entraram em Mobile Bay, uma baía do Golfo do México, em 2011.

Os golfinhos encontram naturalmente flutuações sazonais de temperatura e água doce, refere a autora principal do estudo Ruth Carmichael, oceanógrafa no Laboratório Marinho de Dauphin Island no Alabama, e nenhum destes factores por si levaria necessariamente a mortes. Mas a chegada da água fria pode ter sido a proverbial gota de água que fez transbordar o copo, se a população de golfinhos já estivesse enfraquecida pelo desaparecimento dos recursos alimentares causado pelos acontecimentos anteriores, como o efeito do derrame na cadeia alimentar no norte do Golfo ou infecções bacterianas.

Entre Junho de 2010 e Janeiro de 2012, 12 dos 51 golfinhos arrojados testaram positivo para a presença da bactéria Brucella, segundo Teri Rowles, coordenadora do Programa de Resposta para a Saúde e Arrojamentos de Mamíferos Marinhos da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) em Silver Spring, Maryland. A bactéria Brucella, que está presente também em animais saudáveis, pode causar pneumonia, encefalite, infecções da pele e ossos e aborto em golfinhos.

“Estudos mostram que os golfinhos estavam em más condições depois da Deepwater Horizon e alguns Invernos particularmente frios, e sabemos também através da análise da NOAA que alguns tinham Brucella”, diz Carmichael. “Para animais já em stress e em más condições, este comboio desgovernado de água fria doce pode certamente ter afectado o momento da mortalidade.” 

 

A água fria jorrou para Mobile Bay durante o período de nascimentos da Primavera e o maior número de recém-nascidos arrojados ocorreu perto desta área. Dado que os golfinhos têm um período de gestação de 12 meses, alguns dos recém-nascidos arrojados terão sido concebidos durante o derrame, o que já afectaria a sua capacidade de sobrevivência.

“É um facto comum que os animais em boa forma nutricionalmente são mais capazes de suportar alterações e stress”, diz o biólogo marinho Moby Solangi, director executivo do Instituto de Estudo de Mamíferos Marinhos em Gulfport, Mississippi. “Com múltiplos desafios ambientais, pode não ser possível dizer se foi uma coisa ou outra. Sabemos certamente que os golfinhos do norte do Golfo do México foram sujeitos a vários desafios ambientais nos últimos anos e sabemos também que cada um deles teria afectado a sua capacidade de lidar com os restantes.”

Como é habitual nos casos de arrojamento, poucos dos golfinhos recolhidos estavam em condições suficientemente boas para que se pudesse determinar a causa de morte, diz Rowles, nem os cientistas têm todos os dados sobre as causas de morte dos que puderam ser analisados. O censo UME continua e os dados finais e a sua análise normalmente só ficam disponíveis 18 meses depois de um dado evento.

Carmichael espera que o estudo encoraje os cientistas a considerar os ambientes físicos e químicos em que eventos como os arrojamentos ocorrem, pois estes podem afectar a resposta da espécie aos stresses.

“É importante compreender as associações entre os eventos relacionados com o Homem e que podem, potencialmente, ser geridos e aqueles que são naturais e provavelmente não podem ser controlados", diz ela.

 

 

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