2012-07-06

Subject: Relatório GEO-5 alerta para danos irreversíveis ao ambiente

 

Relatório GEO-5 alerta para danos irreversíveis ao ambiente

 

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Clique para conhecer melhor o GEO-5O crescimento populacional, a urbanização e o consumismo estão a infligir danos irreversíveis ao planeta, alertaram as Nações Unidas, apelando para a urgência de um acordo sobre novas metas para salvar o ambiente.

O Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) faz soar o alarme na sua quinta Análise do Ambiente Global (GEO-5), publicado duas semanas antes da cimeira Rio+20 no Brasil, um dos maiores encontros sobre o ambiente desde há muitos anos.

O relatório GEO-5, que demorou três anos a produzir e representa a principal verificação da saúde do planeta pelas Nações Unidas, apela aos governos que criem metas mais ambiciosas ou pelo menos reforcem as já existentes, a maioria das quais tem sido um falhanço.

O tempo está a esgotar-se rapidamente, referiu o subsecretário geral das Nações Unidas e director executivo da UNEP Achim Steiner, à medida que o planeta caminha para os nove mil milhões de habitantes em 2050 e que a economia global consome mais e mais recursos naturais.

"Se as tendências actuais continuarem, se os actuais padrões de produção e consumo de recursos naturais prevalecerem e não puderem ser revertidos e 'desacoplados', então os governos irão presidir a níveis sem precedentes de danos e degradação", referiu  Steiner num comunicado.

Das 90 metas ambientais mais importantes que agora existem, apenas quatro estão a fazer progressos significativos, pode ler-se no relatório da UNEP. Algumas das metas mais bem sucedidas incluem as que têm como objectivo impedir a destruição da camada de ozono e permitir o acesso a fornecimento de água limpa mas pouco ou nenhum progresso foi registado em 24 outras metas, nomeadamente as que lidam com as alterações climáticas, degradação dos stocks pesqueiros e aumento da desertificação.

A UNEP apelou aos governos que focassem as suas políticas nos principais motores das alterações climáticas, nomeadamente o crescimento populacional e a urbanização, o consumo de energia baseada em combustíveis fósseis e a globalização.

Os cientistas associaram a queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) a uma aceleração das alterações climáticas, como secas severas e inundações mas também há custos económicos.

Os custos económicos anuais devidos às alterações climáticas devem atingir os 2% do produto interno bruto mundial em 2100, se as temperaturas subirem 2,5ºC, avisa a UNEP. Os modelos actuais sugerem que as emissões de gases de efeito de estufa podem duplicar nos próximo 50 anos, levando a uma subida da temperatura global em 3ºC ou mais no final do século.

 

A maioria dos impactos das alterações climáticas será sentida em países em desenvolvimento, particularmente em África e na Ásia, onde o crescimento populacional e o aumento do consumo estão a colocar mais stress sobre recursos naturais cada vez mais escassos, pode ler-se no relatório GEO-5.

A cimeira Rio+20 não teve como objectivo repetir o mesmo resultado da Cimeira da Terra de há 20 anos e que levou à criação do Protocolo de Kyoto sobre a limitação das emissões de gases de efeito de estufa e a um tratado sobre a biodiversidade.

Ainda assim, mesmo as metas obrigatórias têm feito pouco ou nenhum progresso desde 1992. As emissões globais de dióxido de carbono aumentaram perto de 40% entre 1992 e 2010, conduzidas principalmente pelo rápido crescimento de países em desenvolvimento como o Brasil, China e Índia, revelam os dados da UNEP.

A biodiversidade também está a desvanecer-se, especialmente nos trópicos, com declínios de 30% desde 1992.

Recentemente, o grupo conservacionista WWF revelou que o planeta teria que ser 50% maior para que existissem terras e florestas suficientes para permitir os actuais níveis de consumo e de emissões de carbono.

A região Ásia-Pacífico, lar de mais de metade da humanidade, é crucial para um futuro mais verde, indica o relatório GEO-5. A região é fonte de gases de efeito de estufa em mais rápido crescimento a nível global e também está em acelerada urbanização.

As emissões relacionadas com os transportes devem aumentar 57% em todo o mundo entre 2005 e 2030, com a China e a Índia a serem responsáveis por mais de metade desse valor.

A região também enfrenta exigências cada vez maiores de água para a agricultura e indústria, ainda que os níveis nos aquíferos estejam em queda, os rios estejam cada vez mais poluídos e cheios de barragens para irrigação e produção de electricidade.

O relatório GEO-5 revela ainda que as metas com objectivos específicos e mensuráveis são as que revelaram mais sucesso, como as proibições sobre substâncias destruidoras do ozono e a quantidade de chumbo na gasolina.

A UNEP também considera crucial que os governos atribuam um valor aos recursos naturais, como por exemplo mangais, rios e florestas, e que o incluam na contabilidade nacional de cada estado.

Steiner apelou aos países para que ajam enquanto há tempo. "O momento chegou para acabar com a paralisia da indecisão, reconhecer os factos e enfrentar a humanidade comum que une todos os povos."

 

 

Saber mais:

Relatório GEO-5 da UNEP sobre a saúde do ambiente global

 

 

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