2012-04-25

Subject: Aves com penas vermelhas sofrem de problemas oculares

 

Aves com penas vermelhas sofrem de problemas oculares

 

 

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@ BBC

Aves com penas vermelhas, laranja ou castanho-avermelhadas têm maior probabilidade de sofrer de problemas oculares, descobriram os investigadores. A associação foi descoberta depois da análise dos cristalinos dos olhos de 81 espécies diferentes de aves.

As aves conhecidas pelas plumagens brilhantes, como os piscos de peito ruivo, revelaram-se mais propensas a desenvolver cataratas. Ismael Galvan, da Universidade Paris-Sud, que liderou o estudo, refere que os resultados podem ter implicações para outras espécies, incluindo humanos.

As cataratas surgem quando o cristalino do olho se torna opaco, limitando a passagem da luz e afectando a visão. "A visão é fundamental para as aves e aves com cataratas provavelmente terão uma capacidade de caça, alimentação e percepção de sinais visuais usados na comunicação limitadas", considera Galvan.

O estudo, publicado na revista Comparative Biochemistry and Physiology, Part A, é o primeiro a estudar as cataratas em animais selvagens.

Graham Martin, perito em visão de aves na Universidade de Birmingham, sugere que os problemas oculares em aves podem não ter sido considerados no passado devido à dificuldade que seria a comparação de grande número de amostras de olhos de aves. "Os olhos são uma das primeiras coisas que se deteriora quando uma ave morre. Eu próprio já observei cataratas em aves mas qual a sua prevalência e distribuição pelas diferentes espécies nunca tinha sido analisado."

Para garantir que estavam a estudar espécimes frescos, Galvan e a sua equipa trabalharam com taxidermistas para investigar os cristalinos das aves que estes tinham recolhido para preservação. 

Descobriram que um tipo particular de pigmento ligava todas as aves que sofriam de cataratas. O pigmento, de nome feomelanina, é o mesmo que é responsável pelo cabelo ruivo e pelas sardas na espécie humana. "A feomelanina origina a coloração vermelha, como a do papo dos piscos de peito ruivo, mas também as cores alaranjadas e acastanhadas", diz Galvan.

 

As aves que se revelaram mais susceptíveis a danos no cristalino incluíam desde corujas a andorinhas, entre outras.

A exposição a raios UV é citada como uma das causas das cataratas e porque as aves voam no céu aberto estão expostas a altos níveis destas radiações. Apesar de algumas espécies produzirem antioxidantes que impedem os danos devidos aos UV, aves com colorações avermelhadas têm este tipo de protecção reduzida. "A produção de feomelanina consome parte de um antioxidante que desempenha um papel central na protecção do cristalino das cataratas", explica Galvan.

A equipa espera que os resultados estimulem a investigação sobre a ligação entre pigmentos, antioxidantes e danos no cristalino. "O nosso estudo pode ter implicações na compreensão os padrões de prevalência de cataratas em humanos e noutras espécies", diz Galvan.

Martin acredita que os resultados também podem encorajar os estudiosos a acrescentar a qualidade visual à lista de dados que recolhem quando anilham as aves. 

 

 

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