2012-02-21

Subject: Floresta coberta de cinzas é a Pompeia do Pérmico

 

Floresta coberta de cinzas é a Pompeia do Pérmico

 

 

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@ Nature/PNAS

Uma antiga floresta pantanosa cheia de espécies vegetais há muito extintas foi trazida de volta à vida através de análises de fósseis bem preservados encerrados numa camada de cinzas vulcânicas.

Apesar de muitas das espécies já serem conhecidas da ciência, a erupção que sufocou a floresta tropical no que é actualmente o norte da China criou uma cápsula do tempo que revela um detalhe quase sem precedentes da flora da região, dizemos cientistas.

Os paleoecologistas geralmente apenas podem inferir a riqueza de um ecossistema florestal antigo juntando peças de fragmentos vegetais de várias idades. Apenas quando vastas áreas são preservadas in situ num instante geológico os investigadores conseguem uma imagem realista da composição da composição e da ecologia da floresta, diz Hermann Pfefferkorn, paleoecologista da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia. 

Apesar de inundações poderem cobrir vastas zonas de paisagem com sedimentos de uma vez, elas frequentemente também trazem organismos de outras áreas e arrastam os habitantes locais para longe. A preservação mais fiável, sugere Pfefferkorn, provém de uma camada sufocante de cinzas vulcânicas.

Pfefferkorn descobriram uma dessas cápsulas de tempo em rochas de há 298 milhões de anos no norte da China, a 'floresta Pompeia', onde o peso das cinzas que caíam arrancaram as folhas das árvores, fizeram tombar as árvores e finalmente enterraram todo o conjunto. A consistente espessura dos depósitos de cinzas na região, bem como a dimensão das partículas individuais de cinza, sugerem que a erupção vulcânica ocorreu a mais de 100 quilómetros de distância.

 

As investigações reconstruíram o ecossistema antigo analisando as posições de cada indivíduo vegetal em três locais que, no conjunto, cobrem mais de mil metros quadrados. Espécies de seis grupos vegetais viveram no local, relata Pfefferkorn na edição online da revista Proceedings of the National Academy of Sciences

Para além de fetos arborícolas de copa baixa e larga, a floresta pantanosa apresentava árvores que mais pareciam espanadores de pó, com troncos com o dobro da altura de postes telefónicos, vinhas e três espécies de um enigmático grupo conhecido por Noeggerathiales, pequenas árvores produtoras de esporos que os cientistas pensam serem parentes próximos dos primeiros fetos.

“É um estudo maravilhoso”, diz Robert Gastaldo, paleobotânico no Colby College de Waterville, Maine. “Muitos destes grupos vegetais são conhecidos de outros locais mas não tínhamos a menor ideia que cresciam juntos.”

As descobertas da equipa fornecem uma nova visão para as entranhas de um pântano formador de carvão no seu clímax”, diz Scott Elrick, geólogo do Illinois State Geological Survey em Champaign.

Quando a floresta estava viva, localizava-se na extremidade noroeste de uma grande ilha tropical ao largo da costa leste do supercontinente Pangeia, dizem os investigadores. 

A maioria das florestas deste tipo morreram noutras localizações milhões de anos antes, os seus habitats secaram à medida que as massas de terra do supercontinente se juntaram e as florestas acabaram longe das zonas costeiras, explica Ralph Taggart, a paleoecologista da Universidade Estatal do Michigan em East Lansing. Nesse sentido, salienta ele, mesmo antes de ter sido soterrada, esta floresta pantanosa já estava congelada no tempo, enquanto as florestas de outros locais evoluíram.

 

 

Saber mais:

Laboratório de Paleobotânica Virtual da Universidade da Califórnia - Berkeley

 

 

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