2011-08-09

Subject: Hobbit era apenas um humano deformado?

 

Hobbit era apenas um humano deformado?

 

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

@ NatureO Homo floresiensis, apelidado de hobbit da Indonésia, está novamente em aceso debate. Um estudo de scanning do crânio apoia a ideia de que o minúsculo indivíduo não é uma espécie diferente mas apenas um humano deformado.

O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences mas outros antropólogos não estão particularmente impressionados com a análise, alegando que as 'politiquices' sobre o hobbit estão novamente a toldar o debate.

O fóssil com 18 mil anos espantou a comunidade antropológica quando foi descoberto numa caverna calcária na ilha indonésia de Flores em 2003. A jovem fêmea adulta viveu há relativamente pouco tempo mas não era nada parecido com qualquer outra espécie de hominídeo conhecida: tinha apenas um metro de altura, com pernas longas em relação ao torso e um crânio minúsculo quando comparado com o dos humanos modernos que viviam noutros locais na mesma época. Foi apresentada na revista Nature como um nova e desconhecida espécie, H. floresiensis.

Os investigadores têm desde então estado em rota de colisão sobre se o crânio realmente representa uma nova espécie ou apenas um Homo sapiens deformado, talvez em resultado de nanismo ou microcefalia, uma perturbação do desenvolvimento que resulta num crânio e cérebro muito pequenos.

No último estudo, os investigadores liderados pelo antropólogo Ralph Holloway, da Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, usaram imagens de ressonância magnética para testar a hipótese da microcefalia. Primeiro fizeram um scan dos espaços cranianos de 21 crianças humanas com microcefalia e compararam as imagens com medidas de 118 crianças normais.

Os investigadores descobriram que duas medidas específicas, a protuberância do cerebelo (quanto a base do crânio se projecta para trás) e o espaçamento frontal relativo, podiam ser usadas para descriminar entre as crianças microcefálicas e normais.

A equipa fez comparações semelhantes entre os moldes internos de crânios de 10 humanos microcefálicos, 79 humanos normais, 17 Homo erectus, 4 Australopithecus e o fóssil de H. floresiensis. Eles relatam que o crânio de H. floresiensis se sobrepunha mais com as medidas recolhidas de microcefálicos e Australopithecus.

As medidas do fóssil não caem no intervalo do homem moderno ou do H. erectus mas não caem no intervalo dos microcefálicos humanos, pelo que Holloway conclui que o fóssil pode ter sofrido de microcefalia e não é necessariamente uma espécie diferente.

 

Mas outros investigadores que estudaram o H. floresiensis não estão convencidos com a análise de Holloway.

O paleoantropólogo Peter Brown, da Universidade da Nova Inglaterra em Armidale, Austrália, que fez parte da equipa que descobriu o fóssil, defende que o estudo de Holloway não considera as características essenciais para que se declarasse o fóssil uma nova espécie.

"As proporções dos moldes são completamente irrelevantes para a atribuição do epíteto específico floresiensis a este indivíduo", diz ele. "Foi a dimensão do cérebro em relação ao corpo que foi crucial e não sequer considerado aqui."

Entretanto, a antropóloga Dean Falk, da Universidade Estadual da Florida em Tallahassee, queixa-se de que qualquer tipo de medições feitas a partir do molde interno de H. floresiensis usado por Holloway devem ser distorcidas pelas fracturas e falhas presentes no fóssil. Ela já tinha realizado tomografias computorizadas do próprio crânio de H. floresiensis e concluído que deveria ser uma espécie diferente.

Holloway discorda de Brown e descreve as críticas de Falk como "ridículas". "Trabalhámos tanto com os moldes fornecidos por Brown e moldes físicos construídos a partir dos moldes virtuais de Falk logo se há problema com os nossos materiais, há problema com os materiais de todos."

Mas o paleoantropólogo William Jungers, da Universidade Stony Brook em Nova Iorque, também não está convencido com as conclusões de Brown. "Eles notaram uma semelhança fascinante com as medidas cranianas do Homo floresiensis e do Australopithecus mas ignoram-nas a favor do argumento da microcefalia, uma decisão estranha mas típica da politiquice em redor do hobbit."

 

 

Saber mais:

Hobbit é espécie separada?

Ossos de anões do Pacífico causam controvérsia

Novas alegações de que Hobbit era doente

Hobbit não era um Homem com danos cerebrais

Hobbit junta-se à família humana

 

 

Twitter simbiotica.orgFacebook simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.orgClique para deixar de subscrever esta newsletter

 

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2011


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com