2011-07-10

Subject: Sexo dá vantagem sobre parasitas a vermes

 

Sexo dá vantagem sobre parasitas a vermes

 

 

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@ Morran/IndianaO sexo dá aos vermes o poder para lutar contra os parasitas, relatam os investigadores na última edição da revista Science.

Os vermes forçados a reproduzir-se assexuadamente sucumbiram a uma grave infecção bacteriana e morreram.

Os investigadores consideram que os resultados representam as provas mais convincentes até à data a favor de uma teoria de biologia evolutiva.

A teoria mantém que o sexo evoluiu porque permite aos organismos que o utilizam baralhar e voltar a dar os seus genes em novas combinações que lhes permitem manter-se um passo à frente dos parasitas.

Há muito que o sexo tem sido um problema para os biólogos evolutivos. A reprodução assexuada faz muito mais sentido pois não exige que um organismo tenha que procurar e seduzir um parceiro, lutar com competidores ou correr o risco de contrair uma doença sexualmente transmissível.

Mais ainda, se um organismo conseguiu sobreviver o suficiente para alcançar a idade reprodutora, é mais que provável que tenha um conjunto de genes de primeira classe. Então, por que razão correr o risco de diluir esses bons genes com outros, potencialmente inferiores, de ouro organismo?

Ainda assim, o sexo existe e a vasta maioria dos animais e plantas reproduz-se desta forma regularmente.

Para muitos biólogos, os parasitas podem ser a resposta.

Os parasitas criam uma situação criam uma situação em que, apesar das desvantagens do sexo, é bom para um dado organismo misturar o seu genoma com o de outro. Esta mistura origina descendência com novas combinações genéticas potencialmente melhores que as velhas combinações a resistir aos avanços dos parasitas.

A "corrida às armas" genética entre o parasita e o seu hospedeiro é frequentemente referida como exemplo de uma interacção ao estilo Rainha Vermelha, termo cunhado pelo biólogo Leigh Van Valen que conjurou a imagem da personagem em permanente correria da sequela do livro de Lewis Caroll "Alice no país das maravilhas", "Alice através do espelho".

A analogia pareceu-lhe adequada para descrever a forma como as espécies são obrigadas a evoluir continuamente para se manterem competitivas uma com as outras mas apesar da popularidade desta teoria, poucas evidências claras da sua existência têm surgido.

 

No campo, os biólogos notaram que os organismos têm maior probabilidade de se reproduzirem sexuadamente quando há mais parasitas na vizinhança. O que tem estado em falta é a manipulação directa da via sexual dos organismos para testar se os torna mais ou menos resistentes a parasitas.

Agora os investigadores da Universidade do Indiana usaram o nemátodo Caenorhabditis elegans o fazer. A equipa modificou geneticamente dois tipos de vermes, uns capazes apenas de reprodução sexuada e outros apenas capazes de reprodução assexuada.

Os investigadores observaram os vermes alimentar-se de um tapete de bactérias Serratia marcescens, que invade os intestinos dos vermes e aí se multiplicarem, matando os animais a partir do interior.

Em cinco populações diferentes, os vermes que se reproduziram sexuadamente aguentaram-se bem ao longo de 20 gerações, enquanto os animais clonados morreram rapidamente.

"O que é realmente maravilhoso sobre estes sistemas laboratoriais é que podemos manipulá-los e mostrar que a teoria pode funcionar", diz o biólogo evolutivo Aneil Agrawal, da Universidade de Toronto, Canadá.

Agrawal descreve a experiência como "elegante" pois permitiu aos investigadores demonstrar que não era apenas a presença do parasita que ditou o fim dos clones mas a presença de um parasita que tinha co-evoluído com os vermes.

Para o fazer, a equipa criou dois tratamentos: um usando bactérias de um stock original mantido no frigorífico e outro usando bactérias que viveram em conjunto com os vermes durante muitas gerações, pelo que se tinham adaptado conjuntamente.

Essencialmente, "as bactérias tornaram-se mais infecciosas mas os vermes clone não se tinham tornado mais resistentes e essa é a razão porque se extinguiram", explica o autor principal Levi Morran, biólogo evolutivo da Universidade do Indiana.

"Estou mesmo entusiasmado com isto, penso que é mesmo fantástico", diz Agrawal. "Se está mesmo a passar-se assim na natureza é outra coisa, não conseguimos descobrir isso com um sistema de laboratório." Mas acrescenta que como um primeiro passo é importante para demonstrar que em condições em que esperamos que o sexo alivie os efeitos dos parasitas, isso acontece. 

 

 

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