2004-05-05

Subject: Peixes velozes têm o mesmo design

News of the Wild

 

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Em destaque:

Peixes velozes têm o mesmo design 

 

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Os atuns e os tubarões mako desenvolveram anatomia natatória muito semelhante, apesar de estarem separados por milhões de de anos de evolução, refere um estudo agora publicado na revista Nature. Esta descoberta é um excepcional exemplo de evolução convergente, alegam os investigadores americanos e alemães, autores do artigo. 

Os dois peixes divergiram nos seus percursos evolutivos há cerca de 400 M.a. mas os seus corpos adquiriram um design semelhante, provavelmente em resultado da exploração de nichos ecológicos semelhantes. 

Para obter esta situação tem que ter havido modificações relativamente importantes na anatomia, e, mais espantoso para nós, de forma independente nos dois tipos de peixe, explica o professor Robert Shadwick, do Scripps Institution of Oceanography. 

A maioria dos peixes move a cauda enviando uma onda de contracção muscular ao longo do corpo, mas esta contracção tem que ser limitada no seu poder pois cada batimento da cauda implica dobrar grande parte do corpo do animal. 

O atum pode dirigir um poderoso movimento da cauda através de contracções de fortes músculos localizados no centro do corpo, o que é facilitado pelo padrão anatómico único sob a pele. As complexas alterações evolutivas que deram origem a este padrão eram consideradas únicas dos atuns, mas importantes descobertas foram feitas analisando o movimento de tubarões mako, um parente do tubarão branco. 

Os cientistas colocaram os tubarões mako numa espécie de tapete rolante aquático, um tubo por onde a água circula da cauda para a cabeça do animal, de forma que este nade sem sair do lugar. De seguida, mediram a redução de tamanho (contracção) de dois tipos diferentes de músculos (vermelhos e brancos) no tubarão. 

Os peixes usam os músculos brancos para breves mas poderosos movimentos, pois estes músculos fatigam-se rapidamente. O nadar activamente implica a utilização de músculos vermelhos, resistentes à fatiga. 

Nos atuns e nos makos, a massa muscular está concentrada no centro do corpo e ligada à cauda através de longos tendões. Noutros peixes, os músculos estão dispostos em blocos ao longo do corpo e ligados à coluna vertebral, de acordo com o seu estilo de natação. 

 

Quando os makos nadam activamente, a contracção dos músculos vermelhos é simultâneo com o dobrar da coluna vertebral na zona perto da cauda. Os músculos vermelhos do centro do corpo causam movimentos em direcção ao final da cauda, um padrão semelhante ao observado nos atuns. 

O professor Ian Johnston, da Universidade de St Andrews, considera que este não é realmente um exemplo assim tão espectacular de convergência. Pensemos nos anti-congelantes biológicos: grupos taxonómicos totalmente independentes geograficamente e não relacionados evolutivamente desenvolveram a mesma molécula, por vezes mesmo quando partiram de uma molécula inicial diferente. 

Os tubarões mako e os atuns são habitantes de águas tropicais e semitropicais, que não são mais do que desertos em termos de disponibilidade de alimento. Assim, têm que se deslocar longas distâncias e nadar eficientemente, são grandes e atingem altas velocidades. São predadores supremos no oceano, logo ambos, partindo de pontos diferentes, atingiram esse lugar no topo da cadeia alimentar. 

Adam Summers, da Universidade da Califórnia, especula que a compreensão do mecanismo por trás da locomoção do atum e do tubarão mako pode conduzir ao desenvolvimento de submarinos autónomos de grande velocidade. Os dados recolhidos destes nadadores de alta velocidade podem ser a solução para a colocação de motores versus a forma do veículo, conclui. 

 

 

Saber mais:

Nature

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@ Born to be Wild, 2004


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