2011-04-09

Subject: Pistas genéticas para plantas invasoras e ameaçadas

 

Pistas genéticas para plantas invasoras e ameaçadas

 

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@ NatureOs ecologistas descobriram fortes ligações entre a quantidade de cromossomas que uma espécie vegetal tem e o risco de se tornar rara ou, pelo contrário, de se tornar invasora.

As descobertas podem ajudar os conservacionistas a prever se as espécies irão precisar de protecção ou de controlo, de forma a atribuir os recursos adequados a esses esforços.

Até agora, os ecologistas têm tido um sucesso variado em encontrar indicadores fiáveis que os ajudem a prever se uma dada espécie tem probabilidade de se tornar ameaçada ou invasora.

A maioria das tentativas têm-se focado em características taxonómicas ou ecológicas, como a dimensão da área geográfica em que a espécie se encontra, enquanto apenas um punhado de estudos em pequena escala analisou características genéticas. Mas todos se mostraram "equívocos", diz Maharaj Pandit, ecologista vegetal na Universidade de Déli, Índia, e principal autor do estudo.

"As nossas descobertas mostram claras tendências e demonstram a importância das características genéticas como factores de risco para a vulnerabilidade à ameaça de extinção ou a capacidade de ser invasor em plantas."

Os investigadores recolheram informação sobre cromossomas de 640 espécies ameaçadas por todo o mundo e de mais de 9 mil espécies aparentadas. Recolheram o mesmo tipo de dados para 81 espécies invasoras e 2300 das suas parentes mais próximas. Ao faze-lo, os investigadores construíram o maior conjunto de dados do seu tipo e os resultados foram publicados online na revista Journal of Ecology.

Os investigadores descobriram que as plantas ameaçadas, como a Viburnum bracteatum, têm uma probabilidade "desproporcionalmente" alta de ter apenas pares de cromossomas (diplóides). As plantas invasoras, no entanto, como a erva daninha Parthenium hysterophorus, geralmente apresentam conjuntos múltiplos de cromossomas (poliplóides) e número superior no total de cromossomas.

 

Descobriram que as plantas invasoras têm 20% mais probabilidade de serem poliplóides do que diplóides e uma dada espécie tem 12% mais probabilidade de se tornar invasora se o seu número de cromossomas duplicar. Pelo contrário, as espécies ameaçadas de extinção têm 14% menos probabilidade de serem poliplóides em vez de diplóides, revelou o estudo.

Os "sinais muito fortes que indicam a raridade e a invasividade" podem ser incorporados nos esforços que já existem para avaliar os riscos de as espécies se tornarem invasoras ou ameaçadas, acrescenta Michael Pocock, ecologista na Universidade de Bristol, e outro dos autores do estudo.

Os investigadores dizem que ter conjuntos múltiplos de cromossomas estão frequentemente associados ao vigor da planta e à capacidade de se adaptar a diferentes ambientes. Isto pode permitir que as plantas se tornem mais competitivas e potencialmente invasoras num novo ambiente mas são precisos mais estudos para detectar se o grau de plóidia é a causa da invasividade ou raridade.

"Há necessidade de melhorar a nossa capacidade de prever o potencial invasor de uma espécie estranha", diz Piero Genovesi, ecologista da conservação e presidente da unidade de espécies invasoras da União Internacional para a Conservação da Natureza. Este estudo "acrescenta um tijolo importante a esta construção" de esforços, explica ele.

Genovesi diz não conhecer métodos de avaliação de risco que considerem o grau de plóidia para ajudar a decidir se uma espécie vegetal se pode tornar invasora mas acrescenta que as descobertas não fornecerão uma "ferramenta perfeita" para lidar com as invasões. "É muito improvável que alguma vez sejamos capazes de prever a invasividade com certeza total", diz Genovesi.

 

 

Saber mais:

IUCN - Grupo de espécies invasoras

 

 

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