2004-05-04

Subject: peixe fluorescente reacende debate sobre animais geneticamente modificados

News of the Wild

 

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peixe fluorescente reacende debate sobre animais geneticamente modificados 

 

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Peixes geneticamente modificados para brilhar nos aquários estão a reanimar o mercado de animais de estimação aquáticos nos Estados Unidos, mas o debate sobre estas curiosidades modificadas voltou a mostrar o potencial dos animais geneticamente modificados, que poderá eclipsar o das plantas. 

Em certas condições de luz, o peixe zebra torna-se fluorescente, verde ou vermelho. Os verdes receberam um gene de alforreca e os vermelhos um gene de anémonas marinhas. Vendidos sob a designação comercial de GloFish, foram lançados no mercado em Janeiro, tendo sido vendidos com sucesso em muitos estados, com excepção da Califórnia onde está proibida a sua comercialização. 

Estes peixes são um dos exemplos mais visíveis do que se designa animais transgénicos ou geneticamente modificados. Quando os agentes da Fish and Game californiana decidiram proibir a venda deste peixe, estavam, segundo o seu vice-presidente Sam Schuchat, a ter em conta problemas éticos muito sérios. 

Se se está a fazer estas modificações para ajudar as pessoas, então tudo bem, mas se estamos apenas a criar um capricho para alguns felizardos estamos a mostrar um enorme egoísmo perante a natureza, explica Schuchat. No entanto, este parecer está a ser revisto e a venda deverá ser autorizada na Califórnia. 

Em Washington, a Food and Drug Administration (FDA) não encontrou razão para proibir as vendas, decidindo que os peixes não são mais do que ornamentos, não sendo alimento e, portanto, não são um perigo para a alimentação humana. 

Esta decisão preocupa o Center For Food Safety, um grupo de pressão que pretende banir totalmente a venda do peixe. O seu director legal Joe Mendelssohn argumenta que, no futuro, uma carpa (ou outro peixe comestível) ser modificada e entrar no mercado apenas por se argumentar que é um animal ornamental. Esta é uma situação potencialmente muito perigosa, acrescenta, pois a FDA criou esta escapatória, com consequências graves. 

O professor Scott Angle, ecologista da Universidade de Maryland, considera que deve existir uma regulamentação forte. Preocupa-o a possibilidade do GloFish escapar dos aquários e passar para águas temperadas, onde acasalaria com outras espécies aparentadas. A probabilidade de tal suceder pode ser remota mas é um perigo real, que deve ser tido em conta, conclui. 

Já a Yorktown Technologies, a companhia responsável pela criação do GloFish, nega esta possibilidade. A segurança do nosso peixe foi averiguada durante 2 anos, por alguns dos mais importantes peritos do mundo em avaliação de impacto ambiental, explica Alan Blake, chefe de operações da companhia. 

 

Tal como foi referido pela Califórnia Fish and Game Department no seu estudo de impacto ambiental, o Glofish não é mais perigoso que um peixe zebra normal. A razão porque temos esta certeza, é que os peixes zebra fluorescentes demonstraram consistentemente uma aptidão reduzida para sobrevivência, quando comparados com o tipo selvagem. 

O Glofish não é o único a causar debate: uma companhia canadiana, Aqua Bounty, criou um salmão geneticamente modificado que cresce duas vezes mais rápido e continua a crescer quando os seus primos selvagens já atingiram o tamanho adulto. A Aqua Bounty está à espera de aprovação para vender o seu peixe directamente para o prato dos consumidores. 

O processo de produção acelerado permite que se utilize menos espaço, reduzindo a pressão das aquaculturas sobre as linhas de costa, refere Joe McGonagall da Aqua Bounty, reduzindo ainda as descargas poluentes. 

Os ambientalistas, no entanto, são contra esta tecnologia pelas mesmas razões que são contra o Glofish: estudos sugerem que peixes geneticamente modificados que escapam dos tanques acasalam com selvagens, causando graves perturbações às populações selvagens, causando sérios danos às populações selvagens. 

As companhias produtoras de organismos geneticamente modificados alegam que os potenciais benefícios são bem mais relevantes. Yorktown Technologies diz que o GloFish foram inicialmente desenvolvidos para serem "canários aquáticos", ou seja, para detectar substâncias tóxicas na água. Os peixes apenas seriam fluorescentes em presente de toxinas. 

Uma grande variedade de animais está já a ser modificada, de forma a produzirem compostos importantes no seu leite, carne ou derivados, como por exemplo, porcos que libertam menos toxinas para a água ou galinhas com agente anti-cancerígenos nos ovos. 

A vantagem dos produtos transgénicos, alegam, é a possibilidade de criar produtos totalmente novos, nunca antes vistos pelos consumidores. Pode-se aumentar o número de queijos, impedir que o leite azede, etc. 

 

 

Saber mais:

GloFish

Center for Food Safety

Food and Drug Administration

Aqua Bounty

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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