2011-03-07

Subject: Tubarões criam e usam mapas mentais do seu território

 

Tubarões criam e usam mapas mentais do seu território

 

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@ BBCAlgumas espécies de tubarão fazem "mapas mentais" dos seus territórios, o que lhes permite localizar destinos até 50 km de distância, sugere um novo estudo agora conhecido.

Cientistas sediados nos Estados Unidos analisaram dados obtidos a partir de tubarões-tigre marcados com transmissores acústicos e descobriram que os animais seguem rotas directas de local para local.

Já outras espécies de tubarão, como os tubarões de pontas pretas do recife não revelam este comportamento, pelo que os investigadores, escrevendo na última edição da revista Journal of Animal Ecology, sugerem que isto revela a capacidade de guardar mapas de localizações dos locais cruciais.

Para além disso, o estudo vem somar evidências de que estes grandes predadores provavelmente conseguem navegar com a ajuda do campo magnético da Terra. Pesquisas anteriores feitas no Havai já tinham mostrado que os tubarões-tigre nadam através de canais submarinos profundos para encontrar zonas de águas rasas ricas em alimento a 50 Km de distância.

Neste projecto, os investigadores usaram técnicas estatísticas para mostrar que as viagens não são feitas ao acaso, os tubarões estavam a seguir um percurso definido.

Os tubarões de pontas pretas, no entanto, não o fazem enquanto uma terceira espécie, o tubarão raposo, também revelou este "caminhar directo" como o dos tubarões-tigre, ainda que em menor escala.

"A nossa pesquisa mostra que, por vezes, os tubarões-tigre e os tubarões raposo não nadam ao acaso mas sim em direcções específicas para localizações específicas", explica o investigador principal Yannis Papastamatiou, do Museu de História Natural da Florida em Gainesville. "De forma simples, eles sabem para onde vão."

 

Mas a questão crucial é como é que eles sabem para onde vão.

Os tubarões são uma das muitas espécies capaz de detectar o campo magnético mas enquanto outros, como o atum amarelo (também conhecido por albacora), aparentemente o fazem com a ajuda de minúsculas quantidades de magnetite na cabeça, os tubarões não apresentam depósitos deste mineral.

Outras possibilidades são que usem sinais das correntes oceânicas, temperatura da água ou o olfacto. "Têm que ter um sistema muito bom de navegação pois as distâncias são enormes", diz Papastamatiou. 

"Qual destas alternativas é a correcta está aberto a debate mas o facto de muitas destas viagens ocorrerem à noite, e poderíamos pensar que não há nada por onde se orientar, a orientação com a ajuda do campo magnético é uma possibilidade."

Entre os tubarões raposo, os adultos fizeram viagens directas muito mais longas que os juvenis e os investigadores dizem que isto sugere que os peixes constroem mapas mentais à medida que amadurecem.

A diferença entre as espécies pode ser provavelmente explicada através da variação de estilos de vida que apresentam. 

Os tubarões de pontas pretas Carcharhinus melanopterus apesar de vulgares por todo o Pacífico, parecem ter territórios menores no sistema de recife natal. Já os tubarões-tigre Galeocerdo cuvier são capazes de cobrir enormes distâncias, as marcas foram recuperadas dos indivíduos a mais de 3 mil km de distância do local onde tinham sido colocadas. 

 

 

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