2011-01-25

Subject: Impacto duplo para o HIV

 

Impacto duplo para o HIV

 

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@ NatureUma molécula de RNA modificada para atacar o HIV de duas formas diferentes está a revelar resultados positivos, de acordo com um estudo publicado na última edição da revista Science Translational Medicine

Os investigadores dizem que a molécula, que reduz a replicação viral no interior das células infectadas e neutraliza as partículas virais livres, pode ajudar os pacientes que já desenvolveram resistência aos medicamentos para tratar o HIV.

A molécula é uma quimera, composta por dois tipos diferentes de RNA: uma pequena molécula de RNA de interferência (siRNA), concebida para entrar nas células infectadas e bloquear a expressão de dois genes de que o HIV necessita para se replicar, e uma sequência de RNA conhecida por aptâmero, que se liga fortemente com a gp120, uma proteína que se encontra à superfície do HIV e das células infectadas pelo HIV. O aptâmero tem um papel duplo: transporta o siRNA para as células infectadas e neutraliza as partículas virais livres no sangue.

John Rossi, biólogo molecular no Instituto de Investigação Beckman em City of Hope de Duarte, Califórnia, e autor principal do artigo, descreve a molécula como uma 'bomba inteligente'. "Estou a ter como alvo o que deve ser alvo."

A quimera já não é nova mas esta é a primeira vez que foi testada em animais. Para testar a quimera, a equipa usou ratinhos geneticamente modificados para serem susceptíveis ao HIV. Quando os investigadores injectaram os ratinhos com a quimera ou o aptâmero isoladamente, a quantidade de vírus em circulação no sangue dos animais caiu acentuadamente. A quimera, no entanto, foi mais potente e suprimiu o vírus uma semana mais do que apenas o aptâmero.

Rossi diz que a molécula pode ser usada como terapia por si só ou em combinação com outros medicamentos para o tratamento do HIV. Como o efeito antiviral da quimera apenas dura cerca de uma semana, os pacientes precisariam de receber injecções regulares.

 

"Esta molécula, este conceito, é lindo", diz Ben Berkhout, retrovirologista da Universidade de Amesterdão, mas não está inteiramente convencido de que o siRNA tenha grande impacto. "Eles realmente vêm uma inibição dramática" do HIV, diz ele, mas a maioria dessa inibição parece ser devida ao aptâmero, não ao siRNA. "Não vi a dupla acção desta combinação."

Os investigadores descobriram que o siRNA nos glóbulos brancos linfócitos em ratinhos tratados com a quimera, indicando que a molécula pode chegar a onde precisa de ir. Quando mediram a expressão os dois genes que são o alvo do siRNA, os genes tat e rev, nessas mesmas células, descobriram uma redução de 75 a 90% na expressão após o tratamento. Também observaram que o siRNA estava a cortar os genes tat e rev nos locais exactos, uma indicação de que a molécula estava a funcionar da forma que era suposto.

Mas Phillip Sharp, biólogo molecular do Instituto de Tecnologia do Massachusetts em Cambridge, diz que apesar do estudo mostrar alguma actividade do siRNA nos linfócitos dos ratinhos, "não mostra que a maioria dos linfócitos apresente actividade do siRNA. A questão é com que eficiência o siRNA é internalizado e utilizado."

Como a quimera não mata as células infectadas, não irá curar o HIV. O próximo passo, portanto, diz Rossi, é usar a quimera para transportar siRNAs que possam matar as células infectadas. "O que queremos fazer é começar a purgar a população de células infectadas."

 

 

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