2010-12-29

Subject: Amígdala no centro da nossa rede social

 

Amígdala no centro da nossa rede social

 

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@ NatureQuantos amigos tem? Uma resposta aproximada pode ser prevista pelo tamanho de uma pequena estrutura cerebral em forma de amêndoa, presente num vasto leque de vertebrados, relatam os cientistas na revista Nature Neuroscience.

Os investigadores estudaram a amígdala, que está envolvida em funções interpessoais como a interpretação das expressões faciais emotivas, reacção a ameaças visuais e confiança em desconhecidos. Comparações entre espécies de primatas não humanos já tinham antes demonstrado que o volume da amígdala estava associada ao tamanho do grupo, sugerindo que a região do cérebro apoia competências necessárias a uma vida social complexa.

Com base nestas descobertas do passado, a psicóloga Lisa Feldman Barrett, da Universidade Northeastern em Boston, Massachusetts, pôs a hipótese de uma maior dimensão da amígdala ter permitido aos humanos construir um mundo social mais rico.

A equipa de Barrett mediu o volume da amígdala em 58 adultos saudáveis usando imagens cerebrais obtidas durante sessões de ressonância magnética. Para construir redes sociais, os investigadores perguntaram aos voluntários com quantas pessoas mantinham contacto regular e a quantos grupos esses indivíduos pertenciam.

Descobriram que os participantes que tinham redes sociais maiores e mais complexas tinham volumes superiores de amígdala. Este efeito não dependia da idade dos voluntários ou da sua própria percepção de apoio social ou satisfação com a vida, sugerindo que a felicidade não é o factor causal subjacente que associa o tamanho desta estrutura cerebral num dado indivíduo ao seu número de amigos.

 

"Todos tínhamos previsto que esta relação seria encontrada mas os autores fizeram-no de uma forma muito inteligente ao eliminar outras variáveis", diz o neurocientista cognitivo Kevin Ochsner, da Universidade de Colúmbia em Nova Iorque. "É por isso que penso que este artigo vai tornar-se uma citação clássica, pois demonstra a relação de uma forma que nos dá a confiança de que é real."

Mas permanece um mistério a forma como a amígdala contribui para as redes sociais. Talvez a resposta da estrutura a rostos, emoções ou memórias emocionais influencie se a pessoa decide desenvolver e manter relações, diz Brad Dickerson, neurocientista cognitivo no Hospital Geral do Massachusetts em Boston, um dos líderes do estudo.

É provável que o comportamento social dependa de uma gama muito superior de regiões cerebrais, diz Dickerson, pelo que no futuro a equipa vai usar a abordagem da neuroimagem funcional para determinar a relação entre padrões de actividade cerebral num dado indivíduo e a dimensão dos grupos sociais a que pertencem.

Outra questão importante é se uma amígdala de grande dimensão é a causa ou a consequência de se ter uma grande rede social. "Provavelmente é um pouco dos dois", diz Ochsner. "Mas primeiro tinha que se estabelecer que a relação existe realmente antes de se puder lidar com estas questões críticas."

 

 

Saber mais:

Lisa Barrett

Brad Dickerson

Kevin Ochsner

 

 

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