2010-12-22

Subject: Espécies invasoras têm impacto retardado

 

Espécies invasoras têm impacto retardado

 

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@ BBC/PAO impacto total de uma espécie invasora no habitat de uma dada área pode não ser óbvio senão décadas após a sua introdução intencional, alerta um relatório agora conhecido.

Os investigadores sugerem que as sementes de futuras invasões já foram lançadas, o que as torna muito difíceis de controlar.

A equipa de cientistas europeus apelou aos governos para que apertassem os controlos sobre o comércio internacional que envolvem as espécies potencialmente invasoras. As descobertas aparecem na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

"As invasões de espécies não nativas podem ser caracterizadas por lapsos de tempo consideráveis entre a data da primeira introdução de uma espécie num novo território e o seu estabelecimento como parte da flora ou fauna regional", escrevem eles.

"Este desfasamento na relação causa/efeito pode significar que, independentemente da biossegurança e regulamentos de comerciais existentes com o objectivo de prevenir novas introduções, as sementes de futuras invasões podem já ter sido lançadas e podem ser melhor descritas como uma 'dívida de invasão'."

Os cientistas alcançaram a sua conclusão depois de examinarem uma série de dados sobre mais de 3300 espécies invasoras de mais de 10 grupos taxonómicos, incluindo aves, répteis, mamíferos, fungos e plantas, de 28 países por toda a Europa.

Os investigadores consideram que a ameaça das espécies invasoras ser um dos principais motores da perda de biodiversidade, juntamente com outros factores, como a perda e fragmentação de habitat. 

Por exemplo, uma planta nativa do Brasil, Mikania micrantha, já cobriu 20% de um parque nacional listado como Património da Humanidade da UNESCO no sul do Nepal. Os cientistas estão preocupados com a dispersão desta "erva daninha" no Parque Nacional Chitwan pois este tem sido uma fantástica história de sucesso de conservação, com perto de 100 tigres adultos reprodutores e mais de 400 rinocerontes no seu território.

 

A dispersão ameaça abafar vegetação que é fonte essencial de alimento para uma variedade de animais, levantando preocupações sobre a estabilidade da cadeia alimentar do ecossistema.

No artigo da PNAS, os investigadores dizem que os indicadores socioeconómicos de 1900 fornecem uma melhor explicação para os actuais padrões de espécies invasoras do que os indicadores de 2000.

"Os resultados desta análise alargam a nossa compreensão da dimensão temporal desta relação", escrevem eles. "Mostramos, em todos os 10 grupos taxonómicos analisados, os indicadores de esforços de introdução histórica por volta do ano de 1900 explicam os actuais stocks de espécies invasoras na Europa significativamente melhor do que os mesmos indicadores avaliados num passado recente."

No entanto, a equipa alerta para o facto de o volume de espécies introduzidas tinha aumentado acentuadamente durante o século passado.

"Dado que o enorme aumento dos eventos durante a segunda metade do século XX, este resultado sugere fortemente a existência de um atraso considerável entre a introdução de uma espécie e o seu estabelecimento posterior na natureza."

A equipa conclui, portanto: "Os nossos resultados salientam que mesmo que se outras introduções indesejadas possam ser prevenidas [segundo as políticas e regulamentos actuais], os impactos a médio prazo das espécies invasoras sobre a biodiversidade e sobre a economia podem ser ainda maiores do que actualmente se espera."

 

 

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