2010-12-21

Subject: Opiniões mudam sobre etanol de milho

 

Opiniões mudam sobre etanol de milho

 

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@ NatureCom a crise económica e a queda do preço do petróleo, os produtores americanos de etanol de milho estão a enfrentar um crescente cepticismo por parte dos legisladores, aos mesmo tempo que os produtores do etanol derivado da celulose (considerado mais amigo do ambiente) lutam para sair da investigação básica e desenvolvimento.

Os produtores de etanol de amido de milho conseguiram o que precisavam de um pacote de impostos lançado pelo congresso americano na semana passada: um ano de prolongamento dos subsídios e de protecção mas estavam à espera de um prolongamento maior para evitar uma batalha semelhante para o ano. Membros da indústria dizem que o governo continua a não às companhias avançadas de etanol o tipo de apoio de que precisam para melhorarem as suas tecnologias e reduzir os custos.

O pacote de impostos negociado com o presidente Barack Obama foca-se no prolongamento das isenções de impostos e em benefícios para os desempregados mas também inclui um conjunto de incentivos para o desenvolvimento energético. 

Estes período mais curto do que a indústria pretendia é uma vitória para os ambientalistas e para os que defendem cortes orçamentais pois os US$6 mil milhões por ano em benefícios são um desperdício. Segundo eles, os créditos para o etanol de milho devoram recursos federais e deixam o etanol celulósico em desvantagem.

"Penso que um ano ainda é um enorme desperdício de dinheiro mas eles pediam cinco", diz Nathanael Greene, director de política das energias renováveis do Natural Resources Defense Council de Nova Iorque. "Há uma certa descrença em Washington sobre o etanol de milho, por isso foi uma grande queda para eles."

Apesar de uma extensão maior ter sido preferível, um ano permite pelo menos que haja tempo para "uma conversação mais lógica sobre a forma como vamos alterar a política de impostos", diz Matt Hartwig, porta-voz da Associação de Combustíveis Renováveis de Washington, DC.

Salo Zelermyer, representante dos produtores de etanol da Bracewell and Giuliani em Washington, DC, considera que não se deve ler muito sobre o debate deste ano. Para o ano já estaremos em debates pré-eleitorais e os candidatos vão começar a fazer promessas aos produtores de milho, como sempre fazem. 

Os níveis de produção de biocombustíveis mandatados nos Estados Unidos vão aumentar de 53 mil milhões de litros em 2011 (cerca de 8% do consumo total de combustíveis) para mais de 136 mil milhões de litros até 2022. Perto de 90% do biocombustível virá no próximo ano de etanol de milho, sendo o restante biodiesel e outros "biocombustíveis avançados". No entanto, a Agência de Protecção Ambiental americana reduziu a contribuição exigida dos biocombustíveis celulósicos em 2011 de 946 milhões para 25 milhões de litros, citando atrasos no aumento da produção.

Hartwig diz que os produtores celulósicos têm sido bloqueados pela crise económica e pela falta de financiamento a nível da investigação básica e desenvolvimento. O Departamento de Energia americano tem apoiado os biocombustíveis através de bolsas de investigação mas ainda não garante empréstimos às companhias que pretendem construir fábricas-piloto. 

 

O desafio científico básico não mudou. O etanol celulósico estão a tentar criar combustível a partir de biomassa como folhas e ramos. Este tipo de matéria-prima tem a vantagem de ser abundante e não competir com os alimentos pela terra agrícola mas a celulose que contém é difícil de degradar.

Os cientistas sabem como converter esses materiais em açúcares simples mas faze-lo exige energia e enzimas especializadas. Mark Bünger, director de investigação da Lux Research de San Francisco, diz que a maior parte das companhias ainda estão com problemas com o básico: identificar enzimas mais baratas e duráveis, optimização de reacções, coacção das bactérias decompositoras a trabalhar mais e mais tempo, bem como produção de novos hidrocarbonetos. "Não é falta de interesse ou falta de matéria-prima", diz Bünger. "A tecnologia simplesmente ainda não está pronta para um aumento de produção."

@ NatureSteve Long, cientista de culturas e director-adjunto do Instituto de Biociências da Energia em Urbana, Illinois, diz que as companhias estão em dificuldades para superar um conjunto de barreiras financeiras, técnicas e regulatórias à medida que aumentam a produção mas considera que as tecnologias estão em progresso, citando a decisão do gigante do petróleo BP em comprar tecnologia de etanol celulósico à Verenium Corporation, sediada em Cambridge, Massachusetts, e avançar com uma instalação de demonstração na Florida.

"Isto não é algo que exija um milagre", diz Long. "Os processos já existem, são precisos apenas melhoramentos para que a tecnologia se firme sem subsídios." 

 

 

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