2010-11-09

Subject: Invernos quentes originam Verões com mais medusas

 

Invernos quentes originam Verões com mais medusas

 

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Num estudo levado a cabo por um grupo de investigadores demonstra pela primeira vez que a temperatura é a principal variável ambiental que controla o ciclo de vida da medusa Cotylorhiza tuberculata, cuja presença no mediterrâneo nos últimos 20 anos tem vindo a aumentar, sobretudo nas águas do Mar Menor.

Nos últimos Verões, as pragas de medusas nas praias mediterrânicas tornaram-se numa constante e num perigo para os banhistas. Os biólogos têm vindo a afirmar que os desequilíbrios causados pelo homem sobre o mar, como o extermínio de grandes peixes e a contaminação da água, fazem com que estes animais proliferem. Sem os inimigos naturais e nadando num meio rico em nutrientes, as medusas prosperam mais do que nunca.

Chega agora a prova de que o aquecimento global também beneficia das medusas. Ao longo do tempo tem-se defendido que o aumento da temperatura do mar pode potenciar a presença de medusas. Um estudo do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), publicado na revista “PLoS ONE”, realizado sobre a espécie Cotylorhiza tuberculata, muito abundante no Mediterrâneo, prova que os Invernos suaves ajudam no ciclo reprodutivo destes organismos. Este impulso extra no Inverno traduz-se numa maior presença de exemplares adultos durante o Verão.

O crescimento da medusa Cotylorhiza tuberculata, explica o CSIC, consiste numa primeira fase na qual, sob a forma de pequenos animais invertebrados chamados pólipos, se reproduzem assexuadamente fixos num substrato. Numa segunda etapa, os pólipos convertem-se em medusas que crescem rapidamente até alcançarem o tamanho necessário para se reproduzirem sexualmente. Dos ovos fertilizados saem as larvas (plânulas), que procuram um substrato para se transformarem em novos pólipos e iniciarem novamente o ciclo de vida.

 

Estes organismos são facilmente identificados pela sua forma achatada e porque, vistos de cima, têm um aspecto de ovo frito. São também caracterizados pelos oito braços que terminam num botão branco ou azul.

Depois de três anos a estudar a presença de nutrientes na água, a salinidade e a influência da luz numa experiência em laboratório com exemplares da medusa, os cientistas observaram que se o inverno é muito frio, a mortalidade dos pólipos é muito elevada e o número de medusas no verão seguinte será baixa. As mudanças na temperatura da água condicionam portanto a sobrevivência dos pólipos e a posterior conversão em medusas.

"Para que as medusas permaneçam nas águas durante o verão, os pólipos têm que ser estimulados por um aumento da temperatura da água que ocorre na primavera”, explica Laura Prieto, que liderou este estudo.

 

 

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