2010-10-14

Subject: Variedade estimula evolução sexual

 

Variedade estimula evolução sexual

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

@ NatureO sexo é algo dispendioso, pelo menos em termos evolutivos.

A questão do motivo porque terá surgido é alvo de debate académico aceso há muito. Afinal, porque não produzir clones assexuadamente, poupando energia e passando os genes de forma mais eficiente?

Uma investigação publicada online na Nature mostra que uma espécie de rotífero que se reproduz tanto sexuada como assexuadamente, Brachionus calyciflorus, opta por reprodução sexuada com mais frequência em habitats variados do que em ambientes homogéneos, sugerindo que ambientes variados podem ter contribuído para a evolução do sexo.

"Conseguimos na realidade ver a forma como o investimento em sexo se alterava ao longo do tempo, por isso podemos testar as previsões sobre a evolução do sexo, dando-nos uma ideia das condições que o favoreceram", diz Lutz Becks, biólogo evolutivo na Universidade de Toronto em Ontário, Canadá, que liderou o estudo.

Os rotíferos são minúsculos animais planctónicos de água doce e o B. calyciflorus geralmente favorece a reprodução assexuada mas por vezes, quando as condições são as correctas, a espécie reproduz-se assexuadamente. Becks e Aneil Agrawal, também bióloga evolutiva na Universidade de Toronto, usou populações de B. calyciflorus recolhidas da natureza para investigar a prevalência de reprodução sexuada em diferentes momentos.

Os investigadores dividiram os rotíferos em três grupos, cada um consistindo em 10 mil animais. Dois dos grupos foram mantidos em ambientes homogéneos, um com alimento abundante e outro com pouco. O terceiro grupo foi dividido em duas subpopulações colocadas em ambientes com muito ou pouco alimento mas onde eram capazes de migrar entre os dois para simular um ambiente heterogéneo.

 

Para garantir a justeza da experiência, as populações dos ambientes homogéneos também podiam migrar, apesar de ser entre zonas com idênticas condições.

Os investigadores descobriram que após 12 semanas, 7% dos ovos nos ambientes homogéneos era escuros sexuados, em dos opacos assexuados mas 15% dos ovos dos rotíferos nos ambientes heterogéneos eram sexuados, sugerindo que a variedade do meio aumenta a propensão para a reprodução sexuada.

No entanto, a taxa de reprodução sexuada caiu em todas as populações experimentais, talvez devido a não estarem nas condições naturais. Para investigar o efeito da heterogeneidade na reprodução sexuada ainda mais, os cientistas reiniciaram a experiência na semana 14 após misturarem todos os grupos experimentais para produzir a população com baixa taxa de reprodução sexuada.

Desta vez, após seis semanas, encontraram níveis de reprodução sexuada mais baixos nas populações mantidas em ambientes constantes mas subida nos ambientes variados.

Os investigadores dizem que os resultados indicam que os benefícios da reprodução sexuada ultrapassam o seus custos quando o meio é variado mas em ambiente constante o sexo não é vantajoso o suficiente para ser uma estratégia viável, faz mais sentido a clonagem.

 

 

Saber mais:

Lutz Becks

Aneil Agrawal

Brian Charlesworth

 

 

Twitter simbiotica.orgFacebook simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.orgClique para deixar de subscrever esta newsletter

 

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2010


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com