2010-10-08

Subject: Circuitos neurais da retina revelados

 

Circuitos neurais da retina revelados

 

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@ NatureOs investigadores produziram um diagrama completo das ligações da retina de um macaco, mostrando de que forma milhares de células nervosas se ligam umas às outras.

As descobertas, publicadas na última edição da revista Nature, permitem um olhar para a forma como os primatas, incluindo o Homem, vêm as cores e podem ajudar a avaliar terapias para certos tipos de cegueira.

"Pela primeira vez podemos realmente ver os sinais que chegam à retina que se convertem as imagens visuais do mundo exterior em sinais eléctricos", diz o físico Alan Litke, da Organização Europeia de Investigação Nuclear (CERN) em Genebra, Suíça, um dos co-autores do estudo.

A cor é essencialmente percebida pela retina, onde receptores chamados cones (neurónios especializados) conduzem a informação para o cérebro através de outro tipo de neurónio chamado células ganglionares.

Para produzir o mapa dos circuitos célula a célula, a equipa de cientistas mergulhou uma pequena secção de retina de macacos das espécies Macaca fascicularis e Macaca mulatta numa solução salina e estimulou os cones com um filme num monitor de computador. Usando dois conjuntos de 512 ou 519 micro-eléctrodos previamente descritos situados por baixo do tecido, os investigadores registaram os impulsos nervosos produzidos pelos milhares de fotorreceptores e enviados para as células ganglionares da retina.

Os resultados parecem ser capazes de decidir um debate sobre a forma como os circuitos neurais permitem a visão a cores. Mais de 90% dos cones na retina detectam comprimentos de onda da luz longos (L) ou médios (M), responsáveis pela luz vermelha e verde, respectivamente. Os investigadores há anos que se perguntavam se as células ganglionares recebiam sinais de ambos os tipos de cone ou preferencialmente de um deles, explica Greg Field, neurocientista do Instituto de Estudos Biológicos Salk em La Jolla, Califórnia, e outro dos co-autores do estudo.

Os investigadores mostraram que diferentes células ganglionares têm uma ligeira preferência por recolher sinais dos cones L ou M, em vez de receberem contribuições ao acaso de qualquer tipo de cone. Como não há nenhuma forma inerente, anatómica ou genética, de distinguir os dois tipos de cone, Field diz que eventos durante o desenvolvimento podem levar empurrar as células ganglionares da retina a especializar-se e ajudar a detectar a luz verde ou vermelha.

 

As descobertas são um enorme avanço na compreensão da forma como a retina está organizada, diz Austin Roorda, cientista da visão na Universidade da Califórnia, Berkeley.

@ Nature"Significa que há alguns processos activos na retina para realçar a nossa capacidade de ver a cor", diz ele. Por exemplo, uma célula ganglionar pode estimular ou enfraquecer o sinal que recebe de diferentes cones dependendo se os sinais codificam luz vermelha ou verde, explica ele.

A investigação pode ajudar a determinar se potenciais terapias para doenças da retina estão a funcionar, diz Field. 

Os investigadores podem ser capazes de implantar novos fotorreceptores ou células estaminais nos olhos dos pacientes com problemas como a degeneração macular, em que os fotorreceptores morrem lentamente, resultando em perda de visão. "Com a técnica que desenvolvemos, pode-se fazer um modelo da forma como os novos fotorreceptores estão a incorporar-se nos circuitos da retina e comparar essa incorporação com fotorreceptores saudáveis."

 

 

Saber mais:

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