2004-04-25

Subject: Canções revelam acasalamentos fora de época nas baleias corcunda 

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Canções revelam acasalamentos fora de época nas baleias corcunda 

 

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As baleias corcunda cantam muito mais tarde no ano do que era esperado, revela um estudo agora publicado. A descoberta contradiz a ideia de que as canções estão apenas relacionadas com a reprodução, bem como que a espécie se reproduza e se alimente em períodos diferentes do ano. 

As baleias corcunda, ou baleias de bossa, apenas, segundo o conhecimento anterior, cantavam na época reprodutora do Inverno (de Outubro a Março no hemisfério norte), quando migravam para águas tropicais perto do Havai e locais semelhantes. Os complexos sons, emitidos apenas pelos machos, eram aparentemente usados para cortejar as fêmeas e em combates ritualizados com outros machos. 

Mas agora, gravações feitas ao largo da costa de Cape Cod, Massachusetts, entre Maio e Junho, revelaram que os machos continuam as suas serenatas amorosas até à Primavera, enquanto migram para os locais de alimentação polares. Como resultado, crias podem ser concebidas e nascer fora de águas tropicais, relatam os investigadores que fizeram esta descoberta casual. 

Foi uma verdadeira surpresa ouvir os animais cantar várias semanas durante a Primavera, refere Phil Clapham, biólogo de cetáceos e responsável pela descoberta. Apesar da maioria dos acasalamentos ocorrer em águas tropicais, aparentemente a actividade não cessa aí. 

As baleias corcundas Megaptera novangliae a cantar raramente foram gravadas em latitudes elevadas, onde se alimentam, tendo os raros casos ocorrido muito no início da Primavera ou no final do Outono. Pelo contrário, o seu canto pode ser gravado sem interrupção durante toda a época reprodutora de Inverno, em águas tropicais. 

Clapham e o biólogo da Universidade de Cornell University Chris Clark fizeram a descoberta durante uma recolha de dados para um estudo sobre a ocorrência das criticamente ameaçadas baleias francas do Atlântico norte Eubalaena glacialis. 

Os detectores de Clapham e Clark recolheram sons num raio de 30 Km de oceano, mas quando foram analisar os resultados, a surpresa foi encontrar quase só cantos de baleias corcunda, para além de algumas vocalizações de baleias francas. 

Os biólogos acreditam que a natureza consistente das canções das baleias indicam que a época de reprodução se prolonga para a Primavera e mesmo quando, no Verão, as baleias atingem os territórios de alimentação. Clapham considera que o sistema de acasalamento das baleias parece ser bem mais flexível do que se pensava. 

No entanto, mais provas eram necessárias para apoiar esta descoberta. Dado que a gestação das baleias corcunda dura cerca de 12 meses, a maioria das crias nasce nas mesmas águas tropicais em que foram concebidas no ano anterior. Acasalamentos fora da época de Inverno resultariam, portanto, em nascimentos tardios. 

 

Assim, em busca das provas de que necessitavam, Clapham e Clark examinaram os registos baleeiros do século XX, que incluiam dados demográficos das baleias mortas, incluindo tamanho (e por extrapolação, idade) dos fetos. 

Como seria de esperar, os registos baleeiros mostravam que a maioria das crias nasciam entre Dezembro e Abril, mas havia exemplos de crias excepcionalmente grandes ou pequenas, que seriam o resultado de nascimentos de Primavera ou mesmo verão, notou Clapham. 

John Calambokidis, um perito em baleias corcunda no Cascadia Research em Washington, comenta que, apesar de cantos ocasionais em locais de alimentação serem já conhecidos, não existiam provas bem documentadas do grau em que ocorriam, quanto tempo duravam e qual a possível explicação para o caso. 

Calambokidis considera esta uma importante contribuição de Clapham e Clark para o esclarecimento destas questões. Os investigadores tencionam agora monitorizar os territórios de alimentação ao longo de todo o Verão, para verificar se as canções param no final da Primavera. 

 

 

Saber mais:

Biological Sciences

Cornell University- Whale Communication Research

Baleias Francas do Atlântico Norte - o empurrão final para a extinção?

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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