2004-04-24

Subject: Redução dos testes em animais parece ser uma realidade 

News of the Wild

 

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Em destaque:

Redução dos testes em animais parece ser uma realidade 

 

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Uma análise realizada por peritos sugere que o mundo científico está a fazer um esforço para reduzir as experiências em animais. A comparação de cerca de 3000 artigos de investigação publicados ao longo de 30 anos nas principais revistas revelou uma quebra de 30% no número de estudos usando animais. 

A análise do doutor Hans-Erik Carlsson e colegas também mostra um crescente uso de métodos de teste alternativos, como as experiências em culturas de células, bem como melhorias nas condições de vida de animais mantidos em laboratório. 

Investigadores da Universidade de Uppsala conduziram a sua investigação com o objectivo de obter uma ideia mais clara da forma como a comunidade científica está a a adoptar o principio da redução, substituição e refinamento da utilização de animais em experiências. 

O doutor Carlsson considera que as descobertas são encorajadoras: a redução do número de animais descrito em cada artigo, a utilização de animais muito definidos e de alta qualidade e a preocupação com o seu bem-estar, mostram que as experiências com animais estão bem mais refinadas. 

Uma das ideias propostas recentemente para ajudar neste caminho é a criação de um centro para o desenvolvimento de métodos experimentais alternativos. O doutor Peter Kohl, fisiólogo da Universidade de Oxford, considera os modelos de computador uma das mais prometedoras alternativas à investigação com animais. A definição de modelo é representação simplificada da realidade, mas esta definição revela que o modelo será sempre incompleto, não atingindo todos os aspectos do original, explica Kohl. 

O doutor Kohl tem vindo a desenvolver modelos para o seu trabalho sobre os efeitos de trauma no coração. As ferramentas teóricas, especialmente as matemáticas, têm-nos permitido integrar uma vasta quantidade de dados biológicos recolhidos em laboratórios de todo o mundo. De tal forma, que recentemente os modelos do coração ganharam capacidade predictiva, permitindo fazer menos e melhor informadas, experiências. 

 

Apenas no Reino Unido, mais de 2,73 milhões de animais regulamentares foram usados em laboratórios em 2002, de acordo com estatísticas governamentais. Destes, 84% são roedores, usados principalmente em investigação e desenvolvimento de novas drogas, mas também testes de segurança. 

Estes números têm-se mantido mais ou menos constantes ao longo dos anos mas agora são cerca de metade do que foram nos anos 70 do século passado. Claro que não revelam tudo o que se passa: frequentemente alterações genéticas falham, sendo os animais abatidos e não registados nas estatísticas oficiais. A utilização destes animais transgénicos deverá aumentar significativamente, à medida que os investigadores tentam usar as descobertas do genoma humano, do rato e e da ratazana.  

O Fund for the Replacement of Animals in Medical Experiments (FRAME) considera esta uma situação preocupante. O problema é que esta é uma tecnologia ainda embrionária mas rapidamente se tornará mais aperfeiçoada e mais animais morrerão, explica Sylvia Vaughan, conselheira científica da FRAME.

 

 

Saber mais:

Fund for the Replacement of Animals in Medical Experiments

British Union for the Abolition of Vivisection

Animal Aid

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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