2010-09-17

Subject: Revelado o preço da conservação do tigre

 

Revelado o preço da conservação do tigre

 

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@ BBC

O custo de manter os tigres vivos na natureza é de cerca de $80 milhões por ano, dizem os conservacionistas, mas apenas $50 milhões por ano estão a ser angariados.

Os números surgem numa nova avaliação que sugere que os esforços de conservação se foquem em 42 locais de procriação seleccionados. A construção de populações de tigres nestes locais permitiria que outras áreas fossem repovoadas mais tarde, relatam os investigadores na última edição da revista PLoS Biology.

Cerca de 3500 tigres permanecem na natureza, e desses, apenas cerca de mil são fêmeas em idade reprodutora.

Apesar dos programas de conservação estarem a funcionar e alguns países, principalmente na Índia, o tigre virtualmente desapareceu de vastas zonas da Ásia onde costumava ser abundante.

Em tempos podia ser encontrado desde a Turquia ao leste da Rússia mas agora está concentrado em bolsas no sul e leste asiático, ainda que mesmo aí esteja já extinto em certos países, como no Paquistão, e restem menos de 50 indivíduos em outros, incluindo Cambodja, China, Laos e Vietname. 

Na realidade, os grandes felinos apenas podem ser encontrados em 7% do seu habitat histórico mas o novo estudo sugere que a conservação seria muito beneficiada pela concentração dos esforços em áreas menores, especialmente em 42 "locais-origem" que compõem apenas 6% do actual habitat do tigre, ou seja, 0,5% da área total que costumava ocupar.

"O objectivo a longo prazo é conservar uma rede espalhada por toda a Ásia de grandes paisagens onde os tigres possam florescer", diz Nigel Leader-Williams, da Universidade de Cambridge, um dos cientistas responsáveis pelo estudo.

"A prioridade imediata, no entanto, deve ser garantir que as poucas populações reprodutoras que restam possam ser protegidas e seguidas. Sem isso, todos os outros esforços estão condenados ao falhanço."

O número de $82 milhões por ano é o custo de salvaguardar e monitorizar populações nestes 42 locais-chave. Deles, apenas 10 não estão na Índia, Sumatra e zona leste da Rússia.

 

@ BBC"Um número destes locais-chave já estão protegidos", salienta John Robinson, vice-presidente executivo para a ciência e a conservação da Wildlife Conservation Society (WCS). "No entanto, em muitos deles a protecção é fraca e não será preciso muito para os empurrar para o abismo."

Mais de metade desse valor já está a ser fornecido pelos países que compõem o habitat que resta, por dadores internacionais e por grupos conservacionistas mas faltam cerca de $35 milhões e, a não ser que o dinheiro surja, o estudo conclui que os tigres não sobreviverão nem no que resta do seu habitat.

A grande esperança este ano é a Cimeira do Tigre, que será acolhida pelo primeiro-ministro russo Vladimir Putin em St Petersburg. Originalmente agendada para esta semana, foi adiada até Novembro na esperança de atrair um maior número de líderes internacionais.

Um dos factos que os delegados à cimeira irão considerar é que agora existem mais tigres em cativeiro que em liberdade. Ainda que isso possa parecer uma indicação do quão distantes estes animais estão do seu lugar na natureza, Robinson prefere ver um resquício de optimismo.

"Diz alguma coisa sobre o facto de os tigres poderem ser reproduzidos com facilidade, se os protegermos. Eles já o fazem em cativeiro e se os conseguirmos proteger também na natureza, eles vão recuperar."

 

 

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