2010-09-15

Subject: Peixe transgénico nos pratos americanos

 

Peixe transgénico nos pratos americanos

 

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@ NatureUm animal geneticamente modificado está prestes a surgir nos pratos americanos pela primeira vez. 

Espera-se que a Administração para a Alimentação e Medicamentos (FDA) aprove um salmão do Atlântico geneticamente modificado que cresce me metade do tempo que os seus primos selvagens, alcançando o peso comercial em ano e meio, em vez dos habituais três. A aprovação pode surgir já na próxima semana.

O peixe contém uma única cópia de uma sequência de  que inclui o gene que codifica para a hormona de crescimento do salmão Chinook e as sequências reguladoras derivadas do Chinook e de outro peixe semelhante à enguia.

Enquanto o salmão do Atlântico normalmente deixa de crescer no Inverno, o peixe GM produz hormonas de crescimento durante todo o ano. O seu criador, a AquaBounty Technologies, com sede em Waltham, Massachusetts, gastou mais de uma década a encaminhar o peixe em direcção a um cenário regulatório novo. Em 2009, a FDA decidiu classificar as características GM em animais como medicamentos veterinários. Alguns criticaram esta decisão, por permitir às companhias ocultar alguns detalhes do seu produto do público como informação privilegiada.

@ NaturePara aplacar as críticas, a FDA colocou toda a informação por trás da sua decisão sobre o salmão online e abriu muitas das deliberações de um grupo consultivo, o Comité Consultivo de Medicina Veterinária (VMAC), ao público. Na próxima semana, o VMAC irá realizar sessões públicas para saber da ciência, segurança, impactos ambientais e possível rotulagem do peixe. O Centro de Medicina Veterinária da FDA, que irá decidir sobre a aprovação após a audiência com a VMAC, já emitiu um relatório favorável.

Alguns grupos ambientalistas estão preocupados com o facto de o peixe poder escapar e acasalar com salmão do Atlântico selvagem. "Há sempre a possibilidade de fuga", diz Peter Bridson, gestor de aquacultura no aquário de Monterey Bay na Califórnia. "Nós seríamos contra a aprovação desta candidatura."

 

O executivo-chefe da AquaBounty Ronald Stotish considera pouco razoáveis estas preocupações. Mais de 99% do seu salmão é triplóide, o que os torna estéreis, e os peixes são criados em terra, em grandes tanques equipados com filtros para aprisionar os ovos, resíduos e peixes. "A possibilidade de fuga ou qualquer tipo de interacção com as populações selvagens é infinitesimal."

Segundo Mark Abrahams, biólogo da Universidade Memorial em St John's, Newfoundland, Canadá, o metabolismo rampante do peixe GM torna-o mal adaptado à vida na natureza. "Eles estão dispostos a correr imensos riscos para aceder ao alimento", o que permite aos predadores caçarem-nos facilmente.

O próximo animal GM nos pratos poderá ser o Enviropig, desenvolvido na Universidade de Guelph, Ontário, Canadá, e já candidato à aprovação pela FDA.

Este porco GM consegue absorver melhor o fósforo da sua alimentação, reduzindo o conteúdo em fósforo do seu estrume. O estrume com elevado teor de fósforo conduz a eutrofização dos corpos de água.

Não há pedidos de autorização de animais GM para a alimentação humana pendentes na União Europeia e a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, com sede em Parma, Itália, está só a começar a delinear directrizes regulatórias.

Por agora, a AquaBounty só tenciona comercializar o seu salmão GM nos Estados Unidos. "Outros países já se mostraram interessados mas estão todos a aguardar a autorização nos Estados Unidos", diz Stotish.

 

 

Saber mais:

AquaBounty Technologies

FDA VMAC

 

 

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