2004-04-22

Subject: Redução do número de fêmeas pode ter extinguido dinossauros

News of the Wild

 

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Redução do número de fêmeas pode ter extinguido dinossauros

 

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Um número excessivo de machos pode ter sido a razão para a morte dos dinossauros há 65 M.a., alegam investigadoresa da Universidade de Leeds. Eles acreditam que os dinossauros podem ter sido como os répteis modernos do tipo dos crocodilos, em que o sexos das crias depende da temperatura de choco dos ovos. 

Assim, a nova ideia considera que o asteróide que atingiu a Terra terá arrefecido o planeta, originando o nascimento de um número excessivo de machos. O desequilíbrio da razão machos/fêmeas pode, então, tê-los levado à extinção. 

Os dinossauros são realmente dignos de dó: estavam no topo da cadeia ecológica, dominando de forma incontestada o mundo durante mais de 200 M.a., até que as coisas começaram a correr mal. 

Apesar de alguns autores alegarem que já se encontravam em declínio quando aquando do impacto, a maioria dos peritos concorda que esse (e outros) impactos desencadearam uma série de alterações a nível global que extinguiram os dinossauros e muitas outras espécies. 

O arrefecimento que pode ter ocorrido devido à acumulação de poeiras na atmosfera após o impacto, o que seriam más notícias para os dinossauros pois o topo da pirâmide ecológica é sempre mais vulnerável a alterações. 

Se esta nova teoria for correcta, para além de mal se conseguir sobreviver nesse ambiente instável, ainda seria quase impossível encontrar um parceiro. Mas ninguém sabe, realmente, se os dinossauros eram como outros répteis ou se assemelhavam mais a outros grupos, como os mamíferos. Os répteis têm um metabolismo diferentes do dos mamíferos e têm várias formas de determinação do sexo das crias. 

Nos mamíferos, se a cria recebe um cromossoma X e um Y será um macho e com 2 cromossomas X será uma fêmea, com raras excepções. Nas aves, cobras e lagartos o mecanismo é semelhante. Mas nos crocodilianos, tartarugas e alguns peixes, a temperatura de incubação dos ovos afecta o sexo das crias. 

 

David Miller, da Universidade de Leeds, e sua equipa realizaram uma análise que revelou que uma alteração de temperatura pode, em teoria, levar a uma preponderância de machos. Outros estudos já mostraram que se o número de fêmeas não for suficiente, a população extingue-se. 

A Terra não se tornou de tal forma tóxica que a Vida desapareceu há 65 M.a., a temperatura alterou-se e estes enormes animais não tinham desenvolvido um mecanismo genético (como o nosso cromossoma Y) para lidar com isso, explica Sherman Silber, perito em infertilidade em St Louis, parte da equipa que realizou o estudo. 

No entanto, as tartarugas e os crocodilos já existiam na altura da grande extinção de há 65 M.a. Como conseguiram sobreviver?

Estes animais vivem na interface dos ambientes terrestre e aquático, em águas estuarinas e leitos de rio, que podem ter fornecido alguma protecção contra as variações mais extremas no ambiente e permitindo-lhes mais tempo para evoluir, refere o estudo. 

Mas muitos não estão convencidos por esta teoria: mais de 50% das espécies que viviam antes da extinção em massa desapareceram. De facto, os dinossauros nem estavam entre as baixas mais numerosas, o pior ocorreu para os animais que viviam nos oceanos, explica Benny Pieser, da Universidade de John Moores. Tenho receio que os mecanismos de selecção sexual tenham tido muito pouco impacto na extinção dos dinossauros, apesar das parangonas que causam. 

 

 

Saber mais:

Chicxulub Impact Event

Dinossauros não terão perecido numa bola de fogo

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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