2010-08-25

Subject: Drosophila ajuda na compreensão do cancro

 

Drosophila ajuda na compreensão do cancro

 

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@ CiênciaHojeAlterações em proteínas celulares estão na base do desenvolvimento de muitos tipos de cancro. 

Rui Martinho, investigador do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em colaboração com colegas da Universidade de Bergen, Noruega e Gante, Bélgica, está a tentar compreender o impacto que estas alterações em proteínas na divisão celular dum organismo multicelular, o familiar modelo animal, a mosca do vinagre. 

O estudo, financiado pela Associação Internacional para Investigação em Cancro (AICR - Association for International Cancer Research), poderá fornecer importantes pistas para a compreensão do desenvolvimento da doença. 

Muitas proteínas sofrem modificações durante a sua síntese. Certos grupos moleculares, como o grupo acetilo, são adicionados ao último grupo amino das recém-formadas proteínas, num processo denominado acetilação N-terminal. 

Estas alterações são facilitadas por enzimas específicas e muito comuns, 80 a 90% das proteínas humanas são modificadas desta forma. Estas alterações afectam muitas funções celulares, como a divisão e morte programada das células, essenciais para o equilíbrio do organismo, mas tornam-se cruciais em situações oncológicas. 

Sabe-se que as enzimas que facilitam essas alterações são muito activas em cancros agressivos, embora seja ainda pouco conhecido o significado biológico e consequências directas dessa actividade para o seu desenvolvimento. Rui Martinho, e os seus colaboradores, propõem-se estudar as especificidades dessas enzimas no contexto do desenvolvimento da mosca do vinagre Drosophila melanogaster

 

“Iremos estudar em particular a acção de uma dessas enzimas, conhecida por San, e tentar identificar as suas proteínas alvo, a regulação da sua actividade e os efeitos da sua actividade na divisão das células. Esta abordagem irá permitir uma melhor compreensão do efeito destas transformações na proliferação celular e desenvolvimento de cancros num contexto mais próximo do nosso, já que estudos prévios têm sido realizados em culturas de células e em organismos unicelulares”, explica o investigador. 

Mark Matfield, da AICR, tem como objectivo salvar vidas através do investimento em investigação da prevenção, diagnóstico e tratamento de cancros – diz: “Para obter este financiamento, Rui Martinho teve que enfrentar uma forte competição, recebemos propostas de todo o mundo, e estamos ansiosos para ver o impacto da investigação futura na área do cancro”. 

Os concursos internacionais abertos pela AICR contam com um grande número de propostas submetidas e dessas apenas oito% são aprovadas, entre elas a proposta por Rui Martinho, que irá receber 147 mil euros. 

Neste momento a AICR financia 225 projectos em 24 países. Este é o segundo projecto aprovado pela AICR em Portugal, esta associação apoiou também um projecto liderado por Miguel Godinho-Ferreira, investigador principal do Grupo de Telómeros e Estabilidade Genómica, no IGC.

 

 

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