2010-08-20

Subject: Árvores não vivem para sempre sem sexo

 

Árvores não vivem para sempre sem sexo

 

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@ BBCCertas árvores são capazes de se clonarem a si próprias, colocando a maravilhosa possibilidade de poderem "viver para sempre" mas um estudo agora publicado na revista PLoS Biology deitou essa esperança por terra.

Dilara Ally e a sua equipa da Universidade da Colúmbia Britânica, Canadá, descobriram que a fertilidade as árvores clone entra em declínio com a idade, o que significa que uma árvore não se pode clonar indefinidamente, eventualmente terá que se reproduzir sexuadamente ou morrerá.

O segredo da vida eterna tem sido procurado pelos alquimistas desde há séculos mas, até agora, pensava-se que apenas algumas plantas tinham desenvolvido essa capacidade, através da reprodução assexuada.

Como todos os jardineiros bem sabem, muitas plantas têm a capacidade de se clonar a partir de partes vegetativas: transplante-se uma poda e obter-se-á uma nova planta, geneticamente idêntica à progenitora e sem necessidade de reprodução sexuada.

Na natureza, as árvores recorrem à clonagem quando não existem membros da mesma espécie nas redondezas com quem se possam reproduzir sexuadamente, uma estratégia que as tem ajudado a evitar a extinção.

No novo estudo, Ally e a sua equipa estudaram populações de choupos para investigar os efeitos da clonagem na fertilidade das árvores. O choupo é particularmente afamado pela sua capacidade de reprodução assexuada, os clones desenvolvem-se a partir das raízes e cada um continua, na realidade a fazer parte da planta-mãe.

O maior clone individual de choupo, baptizado Pando (que significa "eu cresço"), estima-se que tenha 80 mil anos de idade e pese 6 mil toneladas, o que, se for confirmado, o tornaria o maior e mais pesado organismo vivo.

 

A equipa de Ally descobriu que mutações genéticas vão-se acumulando nas sucessivas gerações de clones, resultando num declínio da fertilidade. Isso significa que o choupo não se pode clonar indefinidamente e acaba sempre por ter que se reproduzir sexuadamente.

Os investigadores usaram uma técnica nova de 'relógio molecular' para determinar a idade dos clones individuais antes de lhes avaliar a fertilidade. A técnica compara o DNA dos diversos clones com o DNA parental para calcular o tempo que passou desde a germinação do clone.

Antes do advento deste método, a idade do clone tinha que ser determinada observando as populações durante longos períodos de tempo, situação que seria impraticável com choupos.

"Imaginem tentar seguir cohorts de plantas que vivem, em média, 100 anos e só se começam a reproduzir a partir dos 25, seria completamente impossível durante o tempo de um PhD ou mesmo de uma carreira inteira", explica Ally.

 

 

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