2010-08-18

Subject: Temperatura bate recordes em 17 países

 

Temperatura bate recordes em 17 países

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

Desde o início do ano já se observaram máximos de temperatura em países da Europa de Leste mas também em África, no Médio Oriente e na América Latina. Estes e outros fenómenos extremos como as cheias no Paquistão constituem uma sequência de acontecimentos climáticos que a OMM já classificou como “sem precedentes”.

As temperaturas elevadas que se têm feito sentir em Portugal não são excepção. Com efeito, há menos de um mês foi publicado um estudo da NOAA, autoridade americana no que diz respeito ao Clima, que concluía que o passado mês de Junho tinha sido o mais quente a nível global desde que se iniciaram os registos em 1880, e que afirmava que 2010 estava a caminhar no sentido de se tornar o mês mais quente desde que se iniciaram os registos.

Agora surge novo estudo que corrobora os resultados do anterior. Este novo trabalho de investigação, que combina dados da Weather Underground e do governo norte-americano, indica que desde o início do ano já se ultrapassaram as temperaturas máximas em 17 países – Bielorrússia, Ucrânia, Chipre, Finlândia, Qatar, Rússia, Sudão, Níger, Arábia Saudita, Chade, Kuwait, Iraque, Paquistão, Birmânia, Ilha de Ascensão, Ilhas Salomão e Colômbia.

O ano que até à data tinha registado temperaturas máximas acima das registadas foi 2007, quando se bateram recordes em 14 países.

Destaca-se o caso da Rússia que tem feito notícia nas últimas semanas pela ocorrência de uma onda de calor em que se registaram temperaturas recorde durante 20 dias consecutivos, e que em Moscovo atingiram os 40ºC.

De acordo com o Instituto de Meteorologia Russo tratam-se das temperaturas mais elevadas ao longo dos últimos 1000 anos e estão associadas a uma “leva” de incêndios incêndios florestais que tem tornado o ar irrespirável em Moscovo.

 

Estes máximos nos registos de temperatura coincidem com outros fenómenos climáticos extremos como as inundações no Paquistão e na China e o desprendimento de um iceberg  na Gronelândia – o maior desde 1962 - que constituem uma “sequência” de acontecimentos climáticos “sem precedentes” segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Segundo a OMM “Os extremos sempre existiram, mas todos os eventos nomeados igualam ou superam em intensidade, duração e extensão geográfica os maiores eventos registados historicamente. A ocorrência de todos estes fenómenos em simultâneo faz-nos interrogar sobre a sua possível relação com os aumentos de intensidade dos eventos climáticos extremos previstos pelo IPCC no seu 4º relatório de avaliação publicado em 2007.”

Segundo a autoridade mundial torna-se assim essencial perceber “se a frequência e duração dos episódios catastróficos vai mudar”, pelo que já agendou uma reunião sobre fenómenos climáticos extremos a ter lugar em Paris em finais de Setembro que pretende também que gere orientações práticas sobre como agir para prevenir desastres.

 

 

Saber mais:

Custos ambientais dos fogos russos

Mediterrâneo mais em risco de ondas de calor

Descoberta 'via rápida' oceânica para as alterações climáticas

Aquecimento global - o próximo capítulo

Registo geológico árctico correlaciona aquecimento com Homem

 

 

Twitter simbiotica.orgFacebook simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.orgClique para deixar de subscrever esta newsletter

 

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2010


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com