2004-04-19

Subject: Cautela com a investigação biológica

News of the Wild

 

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Em destaque:

Cautela com a investigação biológica

 

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Os cientistas devem assegurar-se que os detalhes das suas investigações não possam cair em mãos terroristas, alertam os peritos. 

A Royal Society alega que os cientistas têm uma responsabilidade óbvia em não trabalhar no desenvolvimento ilegal de armas, mas também devem ser cuidadosos em publicitar investigação legítima que possa ser usada para o mal. Para além disso, a Convenção sobre Armas Biológicas necessita de mais apoio científico. 

Num ensaio a ser apresentado na conferência da Fundação das nações Unidas, peritos da Royal Society referem que a comunidade científica deve estar consciente das suas responsabilidades em trabalhar dentro das fronteiras da ética e do respeito das leis nacionais e internacionais. 

O relatório alerta para a crescente dificuldade em cumprir estas regras quando se trabalha no campo da biotecnologia. Muitos cientistas não conhecem os requisitos dos tratados do tipo da Convenção de Armas Biológicas. 

O professor Brian Eyre, presidente da comissão da Royal Society sobre aspectos científicos de segurança internacional, referiu que a investigação biotecnológica se expandiu significativamente nos anos mais recentes, com vários exemplos recentes em que os detalhes desse tipo de trabalho, que poderia ser usado por terroristas, foram tornados públicos.

Foram publicados os resultados de uma investigação sobre a varíola dos ratos, parte de um estudo sobre vacinas mas os detalhes da extracção do vírus foram publicados. Outro trabalho sobre a síntese do vírus da pólio foi também tornado público, suscitando alarme internacional. 

A Royal Society apoiou uma declaração recente de um conjunto de importantes publicações científicas, que se comprometiam a aumentar a vigilância sobre os artigos cuja publicação poderia trazer mais consequências que vantagens para a sociedade. Mas tais decisões dependem sempre do julgamento pessoal de editores e juizes. 

 

O professor Eyre acrescenta: os investigadores têm que decidir com cuidado a oportunidade da publicação dos seus trabalhos, realçando a importância da compreensão dos problemas legais e éticos desses mesmos trabalhos. 

A comissão não tem, neste momento, um painel de conselheiros científicos, ao contrário da Convenção sobre Armas Químicas ou do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. 

O professor Eyre conclui: a comunidade científica, governos e agências de segurança devem estar cientes do potencial dos avanços científicos, tanto no desenvolvimento ilegal de armas, como no desenvolvimento de contramedidas para essas mesmas armas. Os cientistas devem estar atentos ao potencial uso indevido da ciência e das suas responsabilidades no cumprimento de tratados internacionais e convenções, criados para impedir a proliferação e o uso de armas químicas, biológicas, radiológicas ou nucleares. 

 

Saber mais:

Better bio-weapons controls urged

Controls on science labs

 

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