2010-07-21

Subject: Finalmente sucesso para gel anti-HIV

 

Finalmente sucesso para gel anti-HIV

 

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@ NatureUm gel microbicida anti-retroviral pode reduzir a infecção por HIV em mulheres em mais de 50%, se usado de forma consistente.

Em todo o mundo, estima-se que 33 milhões de pessoas vivam com o HIV, sendo cerca de metade delas mulheres, segundo a UNAIDS. 

Na África do Sul, uma em cada três mulheres com idade entre os 20 e os 34 anos estará infectada com o HIV. Como 60% de todos os novos casos de infecção por HIV na África subsaariana são mulheres, há um sentimento de urgência em redor do desenvolvimento de ferramentas de prevenção contra o HIV neste grupo.

A jornada para o desenvolvimento de um gel tópico microbicida que ataque o HIV tem sido longo e difícil, marcado por vários desapontamentos públicos e nenhum sucesso verdadeiro. Os testes clínicos passados revelaram uma eficácia baixa ou mesmo um aumento da transmissão.

Seis potenciais microbicidas foram testados em 11 grandes testes clínicos ao longo dos últimos 15 anos mas o teste actual é o primeiro a usar um medicamento anti-retroviral.

Yasmin Halima, director da Campanha Global pelos Microbicidas, sediada em Washington DC, diz que este tipo de medicamento suprime a replicação viral. "Os outros candidatos que temos vindo a testar na última década eram agentes de diferentes tipos, tinham diferentes modos de acção", explica ela. "Esta é a primeira vez que se coloca um anti-retroviral num microbicida, isso interfere com uma parte particular do ciclo de vida viral."

A maioria dos produtos anteriormente testados como microbicidas eram polissacáridos sulfatados, que têm o objectivo de impedir o vírus de entrar nas células, ou agentes que impedem a infecção matando o vírus ou as células que o transportam.

Quarraisha Abdool Karim, do Centro de Investigação de SIDA da África do Sul (CAPRISA) em Durban, testou uma fórmula de gel vaginal a 1% do anti-retroviral tenofovir. O medicamento é manufacturado pela Gilead Sciences de Foster City, Califórnia. O estudo envolveu 889 mulheres sul-africanas com idades entre os 18 e os 40 anos e HIV-negativas, sexualmente activas e com alto risco de infecção por HIV.

Comparadas com mulheres que utilizaram um placebo, o gel de tenofovir reduziu a infecção por HIV do grupo em 39% no total e em 54% em mulheres que usaram o gel de forma mais consistente.

O teste clínico de US$18 milhões, financiado principalmente pela Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementado pelo CAPRISA, começou o recrutamento em Maio de 2007 e completou os seguimentos em Dezembro de 2009.

 

"Foi um caminho pedregoso, muitas das estratégias que foram testadas anteriormente não eram especialmente plausíveis", diz Michael Lederman, perito em microbicidas na Universidade Case Western Reserve em Cleveland, Ohio, que não esteve envolvido no estudo. "Um anti-retroviral dirigido é a abordagem racional, estes resultados são muito entusiasmantes."

Inesperadamente, o gel também reduziu as infecções pelo vírus Herpes simplex 2 (HSV-2) em 51%. A fórmula é a primeira que previne com sucesso o HSV-2, o que é importante pois o risco de infecção por HIV duplica para as mulheres com HSV-2. Desta forma, o gel previne a transmissão do HIV tanto directa como indirectamente, impedindo que mais mulheres fiquem infectadas com o HSV-2, diz Salim Abdool Karim.

No entanto, a visão generalizada é que esta vitória é apenas o primeiro passo.

A concepção do teste foi criticada, particularmente o calendário de dosagens, que exigia que as mulheres plicassem o gel menos de 12 horas antes de terem relações sexuais e novamente no espaço de 12 horas após as terem tido. Os investigadores dizem que esperam desenvolver um produto que seja mais fácil de usar mas salientam que a quantidade de mulheres que não aplicou o gel devidamente foi menor do que antes se temia.

Ainda há muito trabalho a fazer para garantir que os resultados podem ser replicados e que a eficácia do gel de tenofovir possa ser melhorada. São precisos mais dados sobre segurança, diz Karim, bem como investigação fundamental que ajude a elucidar o motivo porque o gel não protegeu mais mulheres.

Ele antecipa que um produto contendo gel de tenofovir não esteja disponível para as mulheres das clínicas sul-africanas antes de passarem, pelo menos, um ou dois anos. No entanto, o Conselho de Controlo de Medicamentos Sul-africano, que aprovou o teste do CAPRISA, pode tomar a decisão de começar a fornecer o produto mais cedo às mulheres que mais precisem. 

 

 

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