2010-07-08

Subject: Super órgão sexual de lula descoberto

 

Super órgão sexual de lula descoberto

 

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Male O. ingens with erect penis and ejaculated spermatophores on table

Os hábitos de acasalamento das lulas das profundezas foram revelados pela primeira vez, após a descoberta de uma lula macho com um enorme e erecto pénis.

O órgão sexual da lula macho é quase tão longo como o seu próprio corpo, incluindo o manto, cabeça e tentáculos, o que mostra a forma como as fêmeas são inseminadas: o enorme pénis é usado para injectar pacotes de esperma no corpo da parceira.

A descoberta também pode ajudar a explicar como as lulas gigantes acasalam nas profundezas do oceano.

O perito em pesca de profundidade Alexander Arkhipkin, do Departamento de Pescas das Ilhas Falkland em Stanley, explica como ele e os seus colegas fizeram a descoberta, cujos detalhes estão publicados na revista Journal of Molluscan Studies.

"O macho maduro foi capturado durante uma viagem de pesquisa de águas profundas no talude da Patagónia. Recolhemos o animal das capturas, estava moribundo mas os tentáculos ainda se mexiam, com os cromatóforos da pele a contrair e expandir. Quando abrimos o manto da lula para avaliar a sua maturidade, vimos algo invulgar: o pénis, que apenas aparecia ligeiramente fora da orla do manto, começou a ficar erecto e alongou-se rapidamente até aos 67 cm de comprimento, quase o mesmo comprimento de todo o animal."

A agitação do órgão sexual da lula apanhou os investigadores de surpresa mas a sua ocorrência ajudou a resolver o mistério da forma como as lulas de profundidade acasalam.

Todos os cefalópodes estão limitados pela forma do seu corpo, que inclui um manto que envolve o corpo e a cabeça do animal e que é usado para uma locomoção a jacto e onde ficam alojados os órgãos sexuais. Esta situação é um desafio para os machos: como fazer passar o esperma através do manto e como mantê-lo lá quando a água tem que o atravessar forçadamente para que as fêmeas respirem e se desloquem?

Os cefalópodes de águas baixas desenvolveram um tentáculo especial para a função e têm pénis pequenos que produzem pacotes de esperma chamados espermatóforos. O tentáculo modificado transfere este esperma para receptáculos no corpo da fêmea, na pele ou internamente.

 

As lulas de águas profundas são conhecidas por usarem um método mais primitivo, que envolve injectar, de alguma forma, o esperma para o corpo da fêmea, no entanto, permanecia um mistério a forma como o faziam, por falta de um tentáculo modificado.

Mas a captura da lula macho Onykia ingens revelou a resposta. "Obviamente um pénis altamente alongado é a solução", diz Arkhipkin. A lula usa o órgão para alcançar o interior do corpo da fêmea e injecta o esperma directamente, impedindo que seja levado pela água. 

Continua um mistério a forma como esse mesmo esperma alcança os órgãos reprodutores femininos. Pode circular no sangue do animal, como acontece nos gastrópodes, mas sugere que uma teoria mais rebuscada sobre a forma como as lulas gigantes se reproduzem pode ser posta de parte.

Muito poucas lulas gigantes Architeuthis dux ou as suas primas ainda maiores, as lulas colossais Mesonychoteuthis hamiltoni, foram avistadas ou trazidas a terra e os cientistas apenas podem especular sobre os seus hábitos de acasalamento.

Os espécimes mortos que foram encontrados tornaram impossível confirmar que provavelmente também terão pénis extremamente longos, mantidos debaixo do manto, diz Arkhipkin. "Por isso alguns autores colocaram mesmo a hipótese de que a lula gigante 'disparava' os espermatóforos hidraulicamente à distância para as fêmeas. Obviamente as nossas descobertas mostram que os hábitos reprodutivos da lula gigante podem ser bizarros mas não assim tanto."

 

 

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