2010-06-15

Subject: O dilema dos carnívoros

 

O dilema dos carnívoros

 

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Durante o Times Cheltenham Science Festival, o Government Office for Science serviu um “almoço” que poderia constituir um dilema para os carnívoros – os problemas que o excesso do consumo de carne acarreta para o planeta e para a sociedade. 

O painel reuniu Maggie Gill, nutricionista e ex-conselheira para os Assuntos Rurais e para o Ambiente (Rural Affairs and Environment), para o Governo escocês, Alan Dangour, nutricionista na London School of Hygiene and Tropical Medicine e Jonathon Porritt, ambientalista inglês e escritor.

Aparentemente, todos são omnívoros. Mas em Cheltenham qualquer pergunta aos investigadores é válida. Um vegan de 85 anos que partilha a ideologia desde os seus 16, bastante incomodado com a “chacina” de animais, interpelou os oradores sobre a exploração e abuso dos mesmos para alimento.

Maggie Gill confessou adorar carne de vaca. A especialista não é, evidentemente, contra o consumo de animais. O facto é que há muitos anos que o Homem depende da carne para sobreviver. Hoje existe diversidade de escolha mas há que recordar que a produção de vegetais contribui para as emissões de dióxido de carbono e metano.

A especialista salientou que os consumidores estragam 30% da comida que compram, o importante não é comer mais ou menos carne ou vegetais mas sim equilibrar o consumo de ambos.

Estudos confirmam que quem come carne vermelha tem mais probabilidades de desenvolver cancro e doenças cardíacas. Então, “Afinal, por que comemos carne? Precisamos dela?”, questionou Alan Gangour. 

A carne é uma importante fonte de proteína e mas estes nutrientes podem igualmente ser encontrados em nozes e cereais logo até mesmo numa dieta vegan. Segundo o investigador, “a dose diária recomendada é de 60 gramas e não mais”. No entanto, a média da população mais idosa precisa dela, já que o seu valor nutricional também passa por conter zinco, cálcio e outros minerais essenciais.

 

Gangour explica que se trata de uma questão cultural. O nosso organismo gera hábitos que não pode dispensar mais tarde. “É uma transição nutricional, mas comemo-la porque está ao nosso alcance e podemos pagá-la”. Jonathon Porritt acredita que é um consumo compulsivo, tema que desenvolve no seu último livro, acrescentado que "o jantar de domingo deveria ser a única carne da semana”.

Os investigadores convidados não rejeitam nem confirmam que o consumo de carne é nocivo, apenas consideram que o excesso pode prejudicar tanto ambiente como saúde humana. “A ironia é que poucas políticas sugerem um impacto sinergético do consumo de carne", relança Porritt. Se por um lado, o governo defende a redução das emissões de gases de efeito de estufa, então deve limitar o consumo e venda de carne mas também há que recordar o impacto de tudo isto no mercado e na indústria.

A forma como a carne é produzida é mais importante do que o seu próprio consumo. A sugestão que ficou à margem foi investir, efectivamente, em meios de produção mais sustentáveis.

 

 

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