2004-04-16

Subject: Aves migradoras dependem do pôr-do-sol

News of the Wild

 

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Em destaque:

Aves migradoras dependem do pôr-do-sol

 

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Cientistas americanos acreditam ter feito um importante avanço para a descoberta do mistério que envolve a forma como as aves migratórias viajam milhares de quilómetros e regressam exactamente ao mesmo local todos os anos. 

Experiências laboratoriais realizadas no passado tinham sugerido que as aves utilizam uma série de pistas, incluindo o pôr-do-sol, as estrelas e o campo magnético da Terra, que seriam capazes de detectar no interior do corpo. 

No entanto, este novo estudo, publicado agora na revista Science, em que se seguiu um grupo de tordos de face cinzenta Catharus minimus através de milhas nos estados do Midwest americano, descobriu o que acontecia quando as aves eram deliberadamente confundidas com um íman de fabrico humano e desviadas da sua rota. 

As aves foram capturadas durante a sua migração para norte e libertadas ao cair da noite, altura em que normalmente continuam a sua jornada, munidas de minúsculos rádio-transmissores. Imediatamente antes de serem libertadas, as aves eram expostas a campos magnéticos artificiais, que apontavam para leste. 

O seu voo foi, depois, seguido pelos investigadores num automóvel munido de uma antena captadora, durante 6 dias. Em algumas noites, os cientistas foram detidos pela polícia, que suspeitou do carro de aspecto batido cheio de material electrónico sofisticado.

 

Mas, mesmo assim, a experiência produziu resultados intrigantes: na primeira noite as aves rumaram a leste, aparentemente fora de rota devido ao efeito do íman, mas nas noites seguintes conseguiram corrigir o seu erro e continuaram para norte, em direcção ao seu destino. 

Os investigadores concluíram que em cada noite, os tordos devem ter "recalibrado" a sua bússola interna através da observação da posição do pôr-do-sol. 

Estas observações ajudam a compreender dois enigmas que rodeavam a teoria do voo através de bússola: primeiro, a posição do Pólo Norte magnético varia grandemente todos os anos, pelo que os sinais magnéticos, por si só, não seriam fiáveis, especialmente a latitudes mais elevadas; segundo, as "bússolas" internas das aves não distinguiriam o norte do sul, logo deveriam ficar confusas ao atravessar o equador. 

Espantosamente, este estudo parece confirmar que as aves podem "acertar" o seu sistema de navegação diariamente, comparando a direcção do pôr-do-sol com os sinais magnéticos que recebem. Este estudo foi realizado por William Cochran e colegas, da Illinois Natural History Survey. 

 

 

Saber mais:

Science

Cisnes ajudam a compreender as migrações 

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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