2010-05-30

Subject: 10 factos sobre o derrame no Mar das Caraíbas que preferíamos nem saber ...

 

10 factos sobre o derrame no Mar das Caraíbas que preferíamos nem saber ...

 

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Apesar dos prometedores esforços para encerrar a fuga de petróleo ultimamente realizados, os danos já causados a este ecossistema marinho sem preço ultrapassam tudo o que se possa imaginar.

É difícil mantermo-nos a par das estatísticas devastadoras mas é essencial que a opinião pública se mantenha a par do que se passa, tanto do ponto de vista político, como do ponto de vista ambiental. Devemos todos exigir alterações na postura da indústria petrolífera que perfura primeiro e faz perguntas depois e das corruptas agências governamentais que permitem que essas acções fiquem impunes.

Temos que compreender também que todos encorajamos este tipo de comportamento através do estilo de vida de que escolhemos, viciado em petróleo, e da nossa falta de vontade em abdicar de algumas coisas para ganharmos um futuro mais saudável e limpo.

Eis 10 dos mais horríveis factos sobre o derrame de petróleo do Mar das Caraíbas, deixemos a sua gravidade atingir a nossa mente e coração de forma a que nos motivem a agir de forma a que desastres desta magnitude não voltem a devastar o nosso planeta.

1. Novas estimativas mostram que o poço submarino já derramou entre 17 e 39 milhões de galões, ridicularizando as apresentadas pela BP, que alegava apenas 11 milhões de galões. Estes valores tornam o derrame do Mar das Caraíbas muito superior ao do Exxon Valdez, e, portanto, o maior da história americana.

2. A National Wildlife Federation relata que já morreram mais de 150 tartarugas de espécies ameaçadas de extinção e 316 aves marinhas (principalmente pelicanos castanhos) foram encontradas mortas ao longo da costa.

3. O Serviço de Gestão dos Recursos Minerais (SGRM), directamente sob a supervisão do Departamento do Interior americano, não impôs uma revisão completa dos potenciais impactos ambientais da operação de perfuração da BP pois as análises preliminares da zona concluíram que era "improvável" um derrame de petróleo de grande dimensão.

4. O Gabinete do Inspector Geral do Departamento do Interior publicou um relatório que indica que funcionários do SGRM da zona do golfo assistiam a eventos desportivos com bilhetes pagos pelas petrolíferas, viam pornografia nos computadores oficiais, consumiam cocaína, falsificavam relatórios de inspecção e aceitavam "ofertas" dos seus "bons amigos da indústria petrolífera".

 

5. Uma quantidade significativa da mancha de petróleo está a ser levada para sul pelas correntes, o que significa que foi capturada pela corrente circular, tornando-se uma ameaça para as Florida Keys e para toda a costa leste dos Estados Unidos. Cuba a península do Iucatão, México, também correm risco e o petróleo pode mesmo chegar a ser capturado pela corrente do Golfo e levado para o Atlântico norte.

6. Por muito que gostássemos de o esquecer, a costa do Mar das Caraíbas é território de furacões e se uma tempestade a atingir agora os resultados podem ser devastadores. A presença do petróleo pode levar à formação de um furacão mais poderoso pois o crude acumulado à superfície pode aumentar a temperatura das águas envolventes.

7. A companhia Transocean Ltd., proprietária da plataforma petrolífera Deepwater Horizon alugada pela BP, tem escapado até agora ao jogo da culpa. Devido a experiências anteriores com derrames petrolíferos no Mar das Caraíbas, a Transocean decidiu segurar a plataforma Deepwater Horizon pelo dobro do seu valor. Numa conferência com analistas realizado no início do mês, a Transocean reconheceu ter tido um lucro de US$270 milhões com o pagamento do seguro após o desastre.

8. Talvez por saber que a possibilidade de remediar a situação é praticamente nula, a BP tornou público o seu risível "Plano de Resposta a Derrames de Petróleo", que é, de facto, a ausência de plano. Para além de seguir a protecção da fauna árctica (provavelmente retirada directamente do plano feito para o derrame do Exxon Valdez), o plano não inclui medidas preventivas contra doenças nem dados meteorológicos ou oceanográficos e é composto essencialmente por números de telefone e formulários em branco. Ainda mais importante, não inclui indicações sobre como lidar com outra explosão em profundidade no futuro.

9. Grande número de pescadores estão a adoecer gravemente e muitos acreditam que os químicos usados pela BP no golfo são os culpados. Os marisqueiros do Louisiana prevêem que só daqui a sete anos se possam fazer ao mar em segurança novamente. 

10. Os websites de apostas estão a oferecer probabilidades para se jogar sobre qual das espécies afectadas será a primeira a extinguir-se em resultado do derrame de petróleo resultante da explosão do poço da BP no Mar das Caraíbas. 

 

 

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