2010-05-19

Subject: Mediterrâneo mais em risco de ondas de calor

 

Mediterrâneo mais em risco de ondas de calor

 

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@ NatureO aumento projectado das ondas de calor na Europa vai atingir as bacias fluviais baixas e as cidades costeiras mediterrânicas com mais intensidade, dizem os investigadores.

Erich Fischer e Christoph Schär, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, Suíça, usaram modelos climáticos globais e regionais para prever as alterações na frequência e duração das ondas de calor de Verão na Europa durante o século XXI. Usaram um cenário intermédio de alterações climáticas e de crescimento económico para compreender o impacto provável da situação sobre a saúde humana.

À medida que os modelos eram corridos várias vezes surgiram grandes variações na severidade das ondas de calor mas predições espantosamente consistentes de onde a saúde humana será mais afectada. Os resultados são relatados na edição desta semana da revista Nature Geoscience.

O calor e a humidade elevada podem causar cãibras, exaustão, insolação e, em casos extremos, a morte, sendo os mais idosos e as crianças os mais vulneráveis aos seus efeitos. A onda de calor que bateu todos os recordes à data em 2003 causou um aumento em 70 mil nos óbitos europeus e danos à agricultura e florestas de mais de €13,1 mil milhões.

As altas temperaturas são menos danosas para a saúde quando o ar é seco mas os modelos prevêem que as pessoas que vivem em vales e cidades costeiras na zona mediterrânica sofreram tanto temperaturas altas como humidade elevada.

"As planícies baixas e húmidas, como as que rodeiam o rio Pó no norte de Itália, e cidades costeiras como Atenas, Roma, Marselha ou Lisboa deverão ser mais severamente afectadas por condições de calor perigosas que as regiões mais altas e secas para o interior", diz Fischer.

Em 2100, descobriu o estudo, algumas partes da zona podem ter 40 dias extremamente quentes, comparados com a média de apenas dois registada entre 1961 e 1990. As temperaturas nocturnas acima dos 20°C e humidade relativa elevada deverão piorar o impacto sobre a saúde das ondas de calor prolongadas, alerta o estudo.

Os cientistas não tiveram em consideração o efeito da poluição do ar e as 'ilhas de calor' urbanas, que tornam as cidades ainda mais quentes. Ambos os factores podem aumentar as consequências para a saúde das ondas de calor. Um estudo já publicado este mês tinha descoberto que nos climas quentes o efeito sobre a temperatura das ilhas de calor urbano é equivalente a duplicar a concentração de dióxido de carbono na atmosfera.

 

Em 2008 a Organização Mundial de Saúde (OMS) analisou os efeitos para a saúde das ondas de calor para 15 cidades europeias e estimou que, acima de um dado limiar, cada 1°C de aumento na temperatura aparente (a medida do efeito combinado do calor e da humidade) levaria a um aumento de 3% na mortalidade em cidades mediterrânicas.

Nos Estados Unidos as autoridades emitem um alerta de calor excessivo quando a temperatura aparente tem probabilidade de exceder os 41 °C.

@ Nature"Sabemos que a saúde humana é sensível às alterações climáticas", diz Bettina Menne, perita em alterações globais e saúde do gabinete regional para a Europa da OMS em Roma. 

"O trabalho de modelação de alta resolução deste novo estudo é uma fonte muito interessante de mais informações que pode ajudar no nosso próprio trabalho epidemiológico sobre a mortalidade associada ao calor", diz Menne, que supervisiona o EuroHEAT, um programa liderado pela OMS destinado a melhorar a resposta de saúde pública aos extremos climáticos.

O desenvolvimento de acções de saúde e capacidades de alerta eficientes para os extremos de calor serão vitais, diz Fischer. "Não há dúvida, nós conseguimos adaptar-nos ao calor mas precisamos de dizer às pessoas como se devem comportar quanto fica realmente quente." 

 

 

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