2010-05-11

Subject: Estudo da UC comprova reacção global do sistema imunitário às alergias

 

Estudo da UC comprova reacção global do sistema imunitário às alergias 

 

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“O nosso entendimento diferia muito do que era conhecido.” Foi assim que Celso Pereira, justificou a realização do estudo “Dinâmica de inflamação alérgica e de imunoterapia específica. 

Contribuição para o seu estudo in vivo”, um trabalho de investigação realizado por especialistas da Universidade de Coimbra (UC) que comprova a existência de uma reacção global do sistema imunitário às alergias e não de uma resposta inicial e outra mais tardia, ideia até agora aceite pela comunidade científica.

Com esta descoberta, abrem-se agora portas para o desenvolvimento de novas estratégias e perspectivas de tratamento baseadas em “soluções mais centrais e nucleares, que permitam ir à raiz do problema”, acredita o investigador.

Celso Pereira explica que, embora “clinicamente não haja diferenças” no que concerne à reacção a alergias, foi provado que “no plano biológico, todas as células imuno-inflamatórias são activadas e circulam, desde o início, no órgão lesado e nos órgãos do sistema imune central, tanto a medula óssea como o timo [glândula presente no organismo até à puberdade, mas cujo tecido onde se encontrava localizada permanece activo]”.

A investigação, realizada no Centro de Pneumologia da Faculdade de Medicina e no Serviço de Imunoalergologia dos Hospitais da UC (HUC), recorreu “a uma técnica de medicina nuclear utilizada no diagnóstico de outras situações, mas que foi aplicada no modelo alérgico”, desvenda o autor do estudo que esteve na base da tese de Doutoramento que apresentou à Faculdade de Medicina da UC (FMUC). 

Segundo ele este método “permite um estudo dinâmico ao longo do tempo” e que possibilita a visualização “em imagens e em vídeo daquilo que vai ocorrendo no organismo”.

Neste estudo, que contou também  com a colaboração do Serviço de Medicina Nuclear dos Hospitais da UC (HUC), do Instituto de Biofísica-Biomatemática da FMUC e do Centro de Histocompatibilidade do Centro, participaram 45 pacientes do Serviço de Imunoalergologia dos HUC  que foram  divididas em vários grupos: um de doentes alérgicos que não eram tratados, outro de doentes alérgicos que estavam  receber vacinas de imunoterapia e ainda um grupo de controlo.

Depois de ter sido recolhido sangue de todos os que participaram na investigação, decorreu a marcação dos glóbulos brancos com um radiofármaco. Os leucócitos foram posteriormente reinjectados no doente, enquanto era criada uma reacção alérgica, o que permitiu acompanhar a resposta do sistema imunitário quando confrontado com o alergénio.

 

Foi assim que os investigadores verificaram que, poucos minutos após a provocação alergénica, para além da actividade inflamatória no local afectado, houve uma actividade radioactiva precoce no sistema imune central, nomeadamente na medula óssea e no tecido funcional tímico.

Comprovou-se então a actividade inflamatória em áreas relativas ao tecido imune secundário mucoso -  nomeadamente no pulmão, no intestino, no mediastino e nas estruturas vasculolinfáticas cervicais -, que foi aumentando ao longo de seis horas de observação, o que demonstra ainda a participação global de todo o sistema imune no decurso da reacção alérgica, mesmo com dose reduzida de alergénio.

“O próximo passo é usar estratégias ainda mais específicas para o tratamento do doente”, adiantou Celso Pereira, tendo em conta que os resultados até agora obtidos poderão levar ao desenvolvimento de novas estratégias e perspectivas de tratamento das alergias, e a linhas de investigação farmacológicas direccionadas para o tratamento das alergias ao nível da medula óssea.

Estes resultados foram ainda comprovados em testes com ratos, cujas conclusões permitiram também deferir a existência de estruturas centrais que regulam precocemente a resposta imunológica. 

 

 

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