2004-04-13

Subject: Enigma dos bicos deformados no Alaska

News of the Wild

 

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Enigma dos bicos deformados no Alaska

 

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Uma crescente incidência de deformidades do bico entre as aves do Alaska está a agitar os ambientalistas, embora os intrigados investigadores suspeitem que a poluição pode estar por trás do fenómeno. 

Os bicos recurvados e com tamanho até 3 vezes superior ao normal têm sido identificados em mais de 30 espécies de aves, até ao momento. Em muitos casos, o bico é tal forma longo que a ave é incapaz de se alimentar ou cuidar das penas efectivamente, acabando por morrer. 

Casos isolados de deformações do bico têm sido observadas em outros locais mas nunca em números tão importantes, revelam os peritos. 

Os últimos avistamentos levam o total de casos no Alaska a perto de 1800, desde que as primeiras deformidades foram identificadas em chapins de cabeça preta Parus atricapillus, perto de Anchorage na década de 90 do século passado. Os corvos do sudoeste do Alaska são as últimas vítimas, diz Colleen Handel, do US Geological Survey's Alaska Science Center, que tem estudado este surto. 

Quando falo com observadores de aves, torna-se claro que tem havido um aumento de casos ao longo dos anos, diz Handel. O facto de os bicos deformados estarem a surgir no sudeste mostra que o problema está a alastrar geograficamente. 

Mas ninguém ainda sabe o que é responsável pelos bicos estranhos. Handel e seus colegas têm poucas pistas com que trabalhar, pois o vasto número de espécies atingidas exclui uma causa específica, não tendo sido encontrada qualquer evidência de doenças. 

As deformidades podem ser devidas a poluentes organoclóricos na região, sugere Handel. Compostos como os PCBs e as dioxinas, poluentes persistentes libertados por incineradoras de resíduos perigosos, podem causar danos ao DNA das aves, alerta a investigadora. 

Esse tipo de dano pode provocar o crescimento anormal dos bicos, refere Kirsty Peck, conselheira da vida selvagem junto da Royal Society for the Protection of Birds. O bico de uma ave é como a unha humana, tem uma zona na base a partir da qual cresce, explica. Se a zona de crescimento não funcionar correctamente, o bico pode crescer descontroladamente depressa ou ficar torcido para o lado. 

 

Este efeito pode deixar muitas aves do Alaska com bicos que não sofrem o desgaste normal com a utilização, diz Peck. Mas acrescenta que este facto não ajuda nada quanto à causa dos danos no DNA, em primeiro lugar. 

Outros peritos, no entanto, estão confiantes de que os poluentes são os verdadeiros culpados. Isto parece um caso clássico de organoclóridos, considera Diane Henshel, da Universidade de Indiana, que estudou aves afectadas de forma semelhante na região dos Grandes Lagos. Deformidades na maxila são muito frequentes com PCBs e dioxinas.

Henshel suspeita que os químicos afectam o desenvolvimento do bico nas aves jovens, em de causar defeitos genéticos à nascença. As crias recém-nascidas geralmente têm aspecto normal, explica, os bicos recurvados apenas surgem várias semanas depois. 

Nenhuma das espécies do Alaska se encontra em perigo eminente de extinção, mas Henshel refere que o caso representa outro exemplo da ameaça que a industria é para a vida selvagem. Vejo isto tudo como um importante argumento para o combate à poluição, pois, a longo prazo, a remoção da poluição será mais barata que tratar de cada ave individualmente. 

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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