2010-04-22

Subject: Salinidade dos oceanos revela ciclo da água intensificado

 

Salinidade dos oceanos revela ciclo da água intensificado 

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

Evidências de que o ciclo global de água já está intensificado surgem num novo estudo a ser publicado na revista American Journal of Climate.

Um ciclo da água mais forte significa que as regiões áridas se tornaram mais secas e que as regiões de forte precipitação estão mais húmidas com o aumento da temperatura média global.

O estudo, de autoria conjunta dos cientistas do CSIRO Paul Durack e Susan Wijffels, mostra que a superfície do oceano em zonas dominadas pela queda de chuva está mais doce, enquanto regiões oceânicas dominadas por evaporação estão mais salgadas. O artigo também confirma que o aquecimento superficial dos oceanos do mundo ao longo dos últimos 50 anos penetrou para o seu interior, alterando os padrões de salinidade das profundezas.

"Este estudo vem confirmar a partir dos oceanos globais que o ciclo da água na Terra está acelerado", diz Durack, estudante de doutoramento no programa de Ciência Marinha Quantitativa, iniciativa conjunta do CSIRO e da Universidade da Tasmânia. 

"Estes padrões de alteração em larga escala são qualitativamente consistentes com as simulações já mencionadas nos relatórios do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC). Ainda que essas alterações na salinidade sejam de esperar na superfície dos oceanos (onde cerca 80% das trocas superficiais de água acontecem), as medidas abaixo da superfície indicam alterações muito mais vastas e conduzidas pelo aquecimento global, que se estendem para as profundezas do oceano", diz Durack.

O estudo encontrou uma ligação clara entre as alterações de salinidade à superfície conduzidas pelo aquecimento do oceano e as alterações na subsuperfície do oceano que seguem trajectórias ao longo das quais as águas superficiais se deslocam para o interior dos mares.

 

A temperatura superficial média dos oceanos subiu cerca de 0,4ºC desde 1950. À medida que a atmosfera perto da superfície aquece, mais água vapora da superfície e se desloca para novas regiões onde a libertar sob a forma de chuva e neve. Os padrões de salinidade reflectem os contrastes entre as regiões onde os oceanos perdem água para a atmosfera e aquelas onde esta é novamente depositada na superfície do oceano sob a forma de água da chuva doce.

"Observações de precipitação e evaporação sobre os oceanos no século XX são muito escassas. Estas novas estimativas de alterações de salinidade fornecem um ponto rigoroso para melhor validar os modelos do clima global e começar a restringir as enormes incertezas associadas a alterações no ciclo da água e processos oceânicos tanto no passado, como no futuro. Podemos usar as alterações de salinidade oceânica como uma forma de medir a precipitação", explica Durack.

Baseada nos registos históricos e em dados fornecidos pelo programa Argo, uma rede mundial de bóias submersíveis robotizadas que registam os níveis de salinidade e as temperaturas do oceano até 2 Km de profundidade, a investigação foi conduzida pelo CSIRO's Wealth from Oceans Flagship e parcialmente financiada pelo Programa Australiano de Ciência das Alterações Climáticas. 

 

 

Saber mais:

Afundamento de água fria no Atlântico norte está de volta

Corrente do Golfo enfraquecida durante a Pequena Idade do Gelo

Correntes oceânicas no Atlântico norte mostram sinais de enfraquecimento

 

 

Twitter simbiotica.orgFacebook simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.orgClique para deixar de subscrever esta newsletter

 

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2010


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com