2010-04-11

Subject: Animais vivem sem oxigénio no fundo do mar

 

Animais vivem sem oxigénio no fundo do mar

 

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@ NatureViver exclusivamente sem oxigénio era considerado um estilo de vida possível apenas a organismos unicelulares mas um grupo de investigadores italianos e dinamarqueses veio agora descobrir que três espécies de metazoários (animais multicelulares) aparentemente passam a vida inteira em águas sem oxigénio no fundo do Mediterrâneo. 

A descoberta "abre um novo reino aos metazoários que pensávamos que não estivesse ao seu alcance", diz Lisa Levin, oceanógrafa biológica do Scripps Institution of Oceanography de La Jolla, Califórnia.

Roberto Danovaro, da Universidade Politécnica de Marche em Ancona, Itália, recolheu os animais durante três viagens de pesquisa ao largo da costa da Grécia. As espécies, que ainda não foram baptizadas, pertencem ao filo Loricifera, que reúne minúsculos animais que vivem no fundo do mar. 

Medem menos de 1 milímetro de comprimento e vivem a profundidades de mais de 3 mil metros em sedimentos anóxicos da bacia de Atalante, uma zona tão pouco explorada que Danovaro compara as amostragens feitas pela sua equipa com "uma ida à Lua para recolher amostras de rocha".

Anteriormente, os investigadores já tinham descoberto animais multicelulares a viver em ambientes anóxicos mas Danovaro considera que nunca foi claro se os animais eram residentes permanentes. Os novos espécimes, que ele e a sua equipa agora vêm relatar, parecem "reproduzir-se e viver toda a sua vida em condições anóxicas", diz ele.

 

Os investigadores identificaram uma adaptação que ajuda estes minúsculos animais a sobreviver no seu ambiente. Em vez de mitocôndrias, que dependem da existência de oxigénio para produzir energia, os animais têm nas suas células organitos que se assemelham a hidrogenossomas, que alguns organismos unicelulares usam para produzir ATP anaerobicamente.

Angelika Brandt, uma bióloga de mares profundos do Museu Zoológico Alemão em Hamburgo, considera o trabalho da equipa de Danovaro "altamente significativo". A descoberta de metazoários a viverem sem mitocôndrias e oxigénio, refere ela, sugere que os animais podem ocupar nichos ecológicos que antes eram considerados demasiado extremos para organismos multicelulares.

 

 

Saber mais:

Lisa Levin

Angelika Brandt

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